PORTALEUCLIDENSE: Polícia Militar combate a pesca predatória em Canudos

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Polícia Militar combate a pesca predatória em Canudos

Visando preservar a fauna aquática do Rio Vaza-Barris, temporário desde a sua nascente no sopé da Serra dos Macacos, Município de Uauá, passando por Canudos, Jeremoabo, Cel. João Sá, entrando no Estado de Sergipe pelo Município de Macambira, passando por Simão Dias, Lagarto, Itaporanga D’Ajuda,
Percorrendo cerca de 450 km, da nascente ao litoral sergipano, onde o volume de água aumenta bastante e deságua no majestoso estuário do Mosqueiro, local de criadouro e reprodução de várias espécies de peixe, camarão, caranguejo, que coloca este bioma entre os mais ricos da fauna marinha sergipana, a 5ª Cia de Polícia Militar e o 1º Pelotão de Bendegó, ambos subordinados ao 5º BPM de Euclides da Cunha, sediados no Município de Canudos, respectivamente na cidade e no distrito de Bendegó, tendo como respectivos comandantes o tenente Diniz e o Sgt Mário César, atuam fortemente no combate à pesca predatória e garantia do Defeso, período que vai do dia 1º de dezembro e termina em 28 de fevereiro, quando os peixes encerram o período da *Piracema e a pesca é liberada.

Defeso, assim é conhecido o período de reprodução de peixes, camarões, etc., principalmente nos rios, açudes e barragens, mais precisamente os que são controlados e/ou supervisionados pelo DNOCS, entre eles o Cocorobó (Canudos), Jacurici (Itiúba), Adustina, Anagé, Senhor do Bonfim, Araci, Rio de Contas, Tremendal. Esse período é fixado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), por meio de instrumento normativo publicado no Diário Oficial da União, que proíbe a pesca artesanal durante o período de reprodução, quando o pescador está impedido de exercer as suas atividades.


Baseados em denúncia de prática de atividade pesqueira irregular, a 5ª Cia de Polícia de Canudos e o 1º Pelotão de Bendegó, a partir do dia 06 de janeiro de 2016, passaram a fiscalizar e monitorar a movimentação de pessoas ligadas à atividade pesqueira e constataram a veracidade da denúncia, fato que fez a polícia colocar em prática, ações planejadas de combate aos maus pescadores e, assim garantir o repovoamento natural do açude, formado basicamente com as espécies, tucunaré, pescada, traíra, tilápia do Nilo, lambari (piaba), carpa, camarão e outras variedades de peixes e moluscos que habitam o majestoso açude Cocorobó, garantindo a preservação das espécies, agora, e para o futuro, além de manter ativa a piscicultura local, que gera emprego e renda e contribui para melhorar as condições sociais de um município bastante carente de fontes geradoras de renda, além de o perímetro irrigado.


É a partir do açude Cocorobó, que o Rio Vaza-Barris se torna perene, graças ao acúmulo de milhões de metros cúbicos de água armazenados em sua bacia de 16km de extensão, 5km de largura e profundidade média de 20m, motivado pelo índice pluviométrico a partir do mês de novembro até o final de março, quando as chuvas de trovoadas ocorrem na região. 


A água é liberada por comporta e é transportada por canais de concreto de forma controlada para os projetos irrigados situados às margens do rio ao longo do percurso, que continua a correr com o volume excedente reduzido, em alguns trechos, apenas um filete, e se torna mais largo e profundo ao receber maiores volumes de água de outros açudes e barragens, principalmente no Estado de Sergipe, com sistema semelhante ao de Canudos. 

As ações policiais se desenvolvem em toda a bacia do açude Cocorobó e Rio Vaza-Barris, em área pertencente ao Município de Canudos. A princípio, em caráter pedagógico, quando as pessoas flagradas são orientadas a respeitar o Defeso, segundo informou o tenente Diniz.

euclidesdacunha.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário