PORTALEUCLIDENSE: Caos na Educação: Escolas estaduais de Cansanção paralisam atividades

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Caos na Educação: Escolas estaduais de Cansanção paralisam atividades

Todas as escolas estaduais do município de Cansanção suspenderam as atividades nesta terça-feira (05), devido às péssimas condições de trabalho oferecidas pelo governo do estado e como forma de protesto contra os atrasos de salários e benefícios de funcionários de apoio que trabalharam em regime de Prestação de Serviço Temporário (PST) e ficaram sem receber.
Trabalhadores que atuam na limpeza, merenda e segurança estariam com até três meses sem receber, sem profissionais de apoio, as escolas não tiveram outra alternativa a não ser paralisar as atividades. Vale lembrar que o caos que ocasionou a paralisação em Cansanção, também atinge centenas de municípios baianos.

Está programada para a manhã desta quinta-feira (07), uma grande manifestação de professores, alunos e funcionários terceirizados que farão uma caminhada pelas principais ruas da cidade visando pressionar o governo do estado.

Em seu programa de rádio do início da semana, o governador Rui Costa deu sinais de que ainda não percebeu o tamanho do problema. Ciente da grave crise na educação estadual, o discurso do governador se resumiu de forma superficial a dizer que vai assegurar o pleno funcionamento das unidades da rede e a convocar a comunidade escolar para fiscalizar os serviços. “Nós vamos iniciar os novos contratos dos terceirizados da educação. Fizemos uma nova licitação e, a partir desta semana, os novos contratos passam a valer””, afirmou. O governador ainda fez uma apelo para que professores, diretores, vice-diretores e alunos se juntem para melhorar a escola pública”.

Sobre os terceirizados que estão sem receber, o governador preferiu ignorar e destacou que os novos contratos de terceirizados vão racionalizar mais os recursos aplicados na Educação. “Vamos garantir o pagamento dos direitos dos trabalhadores para que não ocorra mais atraso de salários, nem supressão de direitos dos trabalhadores. Com isso, vamos ter um número racional de pessoas na escola e os trabalhadores recebendo seus direitos em dia” disse”.

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