PORTALEUCLIDENSE: Morte de Ezequiel (Parte I) revela tramas para matar, crueldade, canibalismo!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Morte de Ezequiel (Parte I) revela tramas para matar, crueldade, canibalismo!

Adolescente foi atraído para uma armadilha e morto a golpes de faca e tiros

A equipe de reportagem do site euclidesdacunha.com se encontrava na 1ª Delegacia Territorial de Polícia Judiciária de Euclides da Cunha, quando fora informada, ainda sem detalhes, sobre mais um homicídio em Euclides da Cunha, fato acontecido no Conjunto Habitacional popularmente conhecido como “Casinhas”, logo atribuído ao tráfico de drogas.
Enquanto Dr. Miguel Vieira - delegado regional titular da 25ª Coorpin/Euclides da Cunha - acionava uma equipe do S.I. (Serviço de Investigação) que se encontrava no centro da cidade trabalhando na investigação para identificar e prender a pessoa que havia feito pichações na via pública, de apologia à facção criminosa denominada Katiara - determinando o deslocamento dos agentes para o local indicado do homicídio, o repórter José Dilson Pinheiro entrou em contato com o repórter Jaciel Correia que se encontrava na redação que, de imediato foi deslocado para o Conjunto Habitacional São Bartolomeu, local indicado do crime; porém, o homicídio havia acontecido a cerca de 300m, bem mais adiante, em um caminho da localidade do Alto, onde o corpo se encontrava em meio a um matagal fechado de acesso bastante estreito em meio a pés de juremeiras e unhas de gato.

Como sempre acontece nesses casos, a notícia se espalhou rapidamente e não demorou para chegar às redes sociais, com muitos curiosos, quase todos munidos de telefone celular tentando chegar ao local onde se encontrava o corpo para repercutir, mais rapidamente, imagens originais do cadáver, em grupos sociais. A rápida intervenção da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Municipal, evitou a ação desses curiosos.

A INVESTIGAÇÃO: os agentes do Serviço de Investigação localizaram o padrasto da vítima, conhecido como “Dino” que, por sua vez, havia desconfiado da ausência do enteado, desde a tarde do dia anterior, quinta-feira (26), e havia dado busca na casa de familiares, onde Ezequiel Leandro Vieira Alcântara, mais conhecido como “Neto”, costumava frequentar; porém, obteve informações de que o jovem não havia aparecido nesses locais, até que fora informado que o enteado havia saído de casa na companhia de outro jovem (A.J.S.) conhecido pelo vulgo de “Galego”, um menor de 16 anos de idade, bastante conhecido no meio do tráfico de drogas e entre usuários de entorpecente, também apontado como responsável por vários arrombamentos de residências e estabelecimentos comerciais da cidade, segundo depoimento do principal mentor e executor do assassinato de Ezequiel.

SANDÁLIAS LEVANTARAM SUSPEITAS: Dino se dirigiu até a casa de Galego, no Conjunto N.S. de Lourdes, que compõem o bairro das Casinhas e, lá, onde o encontrou, obteve informações sobre o paradeiro de Ezequiel, que foram importantes para o trabalho de investigação policial: as sandálias que a vítima usava foram reconhecidas pelo padrasto, quando esteve na casa de Galego.

De posse dessas informações, os investigadores se dirigiram para a casa de Galego, dele obtiveram respostas que evidenciavam a participação do mesmo e mais duas pessoas no crime de homicídio. Galego foi apreendido e conduzido à 1ª DT, onde foi apresentado à autoridade de plantão, e, assistido, confessou espontaneamente, com detalhes, toda a trama e execução do homicídio.

PROMESSA DE PERDÃO DE DÍVIDA E CONVITE PARA CILADA: Galego se encontrava em casa, por volta das 14h, onde na parte dos fundos, havia acabado de participar de uma rodada de consumo de maconha e já estava de saída, quando apareceu, em uma motocicleta, a pessoa de “Conrado” - era com esse vulgo que Ronaldo de Jesus Dias, 18 anos de idade, se apresentava-  e tinha na garupa um parceiro conhecido pelo nome de Danilo, que só ficou sabendo do nome deste, no local do crime, pois não o conhecia e acha que não é morador de Euclides da Cunha.

Devedor de R$ 1.800,00 (um mil e setecentos reais) para Conrado, a quem comprara certa quantidade de maconha para revender, porém, preferiu consumi-la totalmente e, sem dinheiro para pagar, a cobrança por parte de Conrado para receber o débito se intensificou a partir de maio de 2016. Apesar, de devedor, atuava como cobrador para o seu credor.

Na tarde do crime, Conrado propôs a Galego, o perdão da dívida, caso levasse Ezequiel para uma cilada que havia preparado em um local perto dali, já conhecido por ser um ponto de consumo de droga, justamente o local do homicídio. 

Galego convenceu Ezequiel a ir com ele para mais uma seção de consumo de droga e, ao chegarem ao local combinado, encontraram Conrado e Danilo, conforme havia sido acertado para o convite da cilada.

CRIME COM REQUINTE DE CRUELDADE E PROVÁVEL CANIBALISMO: “ao chegar ao local, Conrado ordenou que Galego segurasse Ezequiel, quando Danilo, fazendo uso de uma faca de mesa, de cabo vermelho, após ter provocado diversos cortes no corpo do refém, desferiu uma violenta facada no peito da vítima, que caiu e, ainda agonizando, teve um pedaço do corpo, na região lombar, cortado e retirado por Conrado, que havia pedido a Danilo que lhe entregasse a faca. Ao ver Conrado colocar o naco de carne humana no bolso, Galego perguntou para que queria aquela carne? Obteve como resposta: ‘vou levar para comer’. Em seguida, sacou de um revólver calibre 32, cor preta, e disparou contra Ezequiel, para em seguida retirar a capsula deflagrada guardando-a no bolso e remuniciou a arma. Nesse momento, imaginei que seria eu, executado também, peguei a sandália e saí correndo, enquanto Conrado gritava pedindo para que eu voltasse”. Relatou Galego em seu depoimento”.

A sandália de tiras cor de rosa e solado preto, que o padrasto de Ezequiel viu na casa de Galego serviu de pista para as investigações, identificação e prisão e apreensão de dois dos três criminosos. O elemento que foi chamado de Danilo, que segundo Galego, é de cor negra, cabelos encaracolados, usava barba, conseguiu evadir-se. Acredita o delator, que este parceiro de Conrado não tenha residência em Euclides da Cunha, pois nunca o vira por aqui.

Um comentário:

  1. PAREM DE MENTIRRRRRRRRRRRRRRR PELO DE DEUS.....PAREMMMMMMMMMMMMMMMMM

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