PORTALEUCLIDENSE: A piada que termina...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A piada que termina...

O que acontece em nossa cidade? O que motiva essa desenfreada violência que desce pela Nova América, vai pelo Centro e continua no Duda Macário e nas (antes pacatas) vilas da zona rural?
Sabemos que não adianta simplesmente se indignar, chorar, se lamentar e tentar consolar aqueles que ficam isso é pouco, na verdade quase nada... Muito mesmo são as pessoas que seguem incansavelmente candidatos pelas ruas (ainda sujas de sangue?) de nossa cidade, se dizendo do bem, salvadores da pátria, amigos dos pobres e dos animais...
Mas enquanto isso a morte vira piada no Bar da Célia ou em outro qualquer, vira motivo de indignação pros lados das casinhas e alguns ficam a culpar os outros que são vítimas...
“Isso é coisa de quem se envolve com drogas...” parece justificar, parece ser um alento para quem nada faz e se sente protegido em suas casas e suas igrejas, com seus dogmas e uma falsa sensação de salvação...
Euclides precisa reagir, precisamos que os gestores sentem com as autoridades e criem estratégias para frear o sangue que desce pelas ruas de nossa cidade. 
Não precisamos de mártires, de órfãos, de viúvas, de lágrimas doloridas de mães, irmãos, amigos...
Não precisamos de falácias, retóricas, violência contra violência...
Precisamos de ação, de energia, de estratégias, de ouvir as pessoas e de aparelhar nossa segurança para que isso tenha um fim.
Há quem diga que as drogas estão no centro disso tudo, há quem fale em facções, grupos de extermínio, milícias... Há quem fale de tudo, menos quem fale em uma solução plausível..
Nossos jovens estão morrendo e não é de overdose, é de bala, de faca, de desinteresse, de desprezo...
Escolhemos nossos gestores para que eles nos deem uma reposta e não para se demonstrarem incapazes, frouxos e sorridentes nas propagandas e nas redes sociais... 
Mais de um assassinato por mês é assustador, precisamos de respostas e acima de tudo, precisamos de ações que resolvam essa questão, ou então continuaremos a enterrar nossos queridos e a limpar o sangue da calçada para que no dia se faça uma caminhada politica com seus baba-ovos de plantão, que fecham os olhos, sem se darem conta que podem estar enterrando seus filhos amanhã.

David Souza

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