PORTALEUCLIDENSE: Luciano derrota prefeita, governador, senador e deputado

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Luciano derrota prefeita, governador, senador e deputado

Persistência, sabedoria e fortes alianças políticas foram fatores importantes para Luciano Pinheiro ser eleito

Ao perder o pleito eleitoral de 2012, quando concorreu ao cargo de prefeito de Euclides da Cunha, que atualmente tem um colégio eleitoral de 42.040 eleitores, o segundo maior da região do Semiárido II, o jovem engenheiro de 33 anos de idade, Luciano Pinheiro Damasceno e Santos, no dia seguinte, já visitava pessoalmente ou ligava para seus eleitores, cabos eleitorais, colaboradores, para agradecer pelos serviços prestados à sua campanha e pelo voto recebido.
Luciano estava obstinado a ser prefeito de Euclides das Cunha, e não seria uma derrota em sua primeira luta para alcançar o objetivo desejado que o tiraria da batalha, que realmente o foi, quando seus adversários políticos se utilizaram de todos os métodos convencionais e não convencionais: estratagema e tática usados para “eliminar o inimigo”, numa batalha político-partidário que jamais a população euclidense de bom senso, imaginaria fosse transformada uma eleição para os cargos de prefeito e vereador.


Luciano sabia que sozinho ou somente com o apoio - muito importante e indispensável- daqueles que o honraram com o voto em sua primeira eleição para vereador e depois para prefeito, não seria suficiente em sua caminhada em busca da conquista do direito de se credenciar e novamente voltar a disputar um pleito eleitoral com chance de concretizar o sonho de um dia, não muito distante, ser o prefeito da cidade onde nascera, buscou parcerias importantes junto a deputados estadual e federal que acreditaram no jovem político e muito carismático, de temperamento calmo e muito afetivo para com seus familiares, amigos, idosos, crianças, sem, contudo, discriminá-los, independentemente de cor, credo, classe social.

Desenvolveu habilidades que lhes proporcionaram dialogar com sucesso com pessoas que ocupavam cargo público eletivo, o que não é fácil, pois envolve uma gama muita grande de interesses individuais e coletivos, num verdadeiro jogo de xadrez ou quebra-cabeça, nos quais as peças devem ser mexidas com muito cuidado para que a jogada seja concluída com sucesso.

No tabuleiro da política, Luciano começou a pôr em prática o que havia planejado ao longo dos últimos 10 anos de vida pública como político e empresário do ramo de engenharia civil, já que é engenheiro civil diplomado, e construiu uma plataforma sólida para sua campanha.

Desportista nato -apesar de ter compleição física avantajada, não muito comum para um atleta jogador de futebol, seu esporte favorito, porém, possuidor de boa técnica, habilidoso com a bola- sabedor das grandes dificuldades que as comunidades rurais sempre encontravam e, em muitos casos ainda as encontram por não terem suporte do poder público municipal para práticas esportivas, idealizou e pôs em prática, um campeonato rural envolvendo equipes de todos os distritos, povoados grandes e pequenos, que denominou Super Copa de Futebol Rural, ocasião em que também homenageou ao saudoso amigo Hermógenes Esteves (Momó), pessoa muito querida, boêmio, alegre, romântico, que infelizmente se foi cedo demais.

Além de o esporte como diversão para as comunidades rurais carentes de entretenimento nos finais de semana, os jogos ajudaram e ainda ajudam a movimentar o comércio de cada localidade, pois exerce poder de atração sobre outras comunidades da circunvizinhança, principalmente, e o comércio de iguarias, bebidas, doces, salgados faz circular uma razoável quantia em dinheiro que gera aumento na renda familiar de cada vendedor ambulante e/ou comerciante local. 

Se, nos jogos classificatórios reúne um público muito grande, nas finais e na decisão o distrito ou povoado cujo representante vai decidir o título, torna-se pequeno para o volume de pessoas que comparecem e após o jogo divertem-se com shows artísticos com bandas e artistas em destaque no cenário musical regional e interestadual. Além de premiar com troféus e em dinheiro os clubes finalistas e os atletas de maior destaque na competição, tornando-se, Luciano, o maior incentivador do futebol em Euclides da Cunha e toda a região. 

Mas, nem só de práticas esportivas necessitava as comunidades. Ações importantes de cunho socioeconômico também foram desenvolvidas junto a comunidades rurais de combate à seca e aumento da produção agrícola, em parceria com associações rurais contempladas com tratores agrícolas e implementos. O suporte político de seus parceiros viabilizou a entrega de toda a ferramenta às entidades beneficiadas, além de o suporte do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, entre outras ações importantes que tornaram Luciano um político bastante conhecido nos quatro cantos do Município, onde também já havia atuado, por cerca de um ano, como secretário municipal de obras.

A vitória de Luciano Pinheiro nas urnas foi um recado direto que o eleitor consciente mandou para o deputado José Nunes e esposa Fátima Nunes, ele, tido até então, como liderança política inabalável, que subestimou a força política e, sobretudo, de simpatia e carisma de Luciano, a quem tratava como “menino para o qual não iria perder a hegemonia política e continuaria mandando em Euclides da Cunha”. Era o que se ouvia nas falas de seus seguidores, principalmente aqueles que acreditavam cegamente em tudo que ele dizia e os orientava a saírem pelas ruas propagando o que não tinha coragem de falar para a parcela da população mais esclarecida.

Assim como todo (sic) coronel sem patente da política, se achava dono da vontade e dos votos de pessoas que já não aguentavam mais ler, ouvir, ver notícias sobre as mazelas que proliferavam e ainda continuam na cidade, em todo o Município: praças abandonadas, ruas em completa escuridão, apesar de a população pagar caro pela iluminação pública (CIP), falta de apoio no combate à dengue e outras doenças endêmicas, valorização dos servidores públicos do município, ações práticas e eficientes na área de saúde, entre outros. 

Educação malconduzida, índices decepcionantes no IDEBE e IDH, com perda de posição para municípios de menor porte, desvalorização dos profissionais em Educação, que gerou paralisações da categoria, passeatas de protesto e reivindicação de direitos que não estavam sendo respeitados, pelas ruas da cidade, redução salarial por conta de retirada de direitos adquiridos por mérito e/ou tempo de serviço, não cumprimento de acordos na data acertada para pagamento dos salários, inclusive desrespeitando acordos homologados junto ao Ministério Público Regional local, gerando insatisfação na quase totalidade dos professores que, revoltados, adotaram posição político-partidário e reforçaram o apoio popular que se manifestava espontaneamente favorável a candidatura de Luciano. 

O descontentamento da população consciente, que não permite ser vítima de exploração política, também se reflete na situação em que se encontra o setor de Saúde Pública, principalmente em relação ao Hospital Municipal ACM, cujos os serviços e atendimento oferecidos, de quase ou nenhuma eficácia, em nada melhorou e as filas se multiplicam a cada dia, inclusive com a transferência de pacientes para unidades de saúde de cidades vizinhas e parturientes sendo levadas para Monte Santo, Ribeira do Pombal, Conceição do Coité, para ganhar neném, com prejuízo populacional para Euclides da Cunha, futuramente, pois esses filhos gerados em Euclides da Cunha são registrados como naturais das cidades onde nasceram. 

Este repórter é testemunho desta situação de atendimento médico hospitalar, pois em quatro situações seguidas, precisou ser atendido no período da noite, e somente depois de quatro consultas com quatro diferentes médicos, em dias alternados, sentiu melhoria para um quadro de alergia que fora acometido. Isso sem contar com o modo nada afável de dois desses quatro médicos, que após consulta com o tempo de um minuto e meio, recomendaram não procurar o hospital no plantão da noite, pois somente casos emergenciais podiam ser atendidos, obrigando-me a dá-lhes uma resposta à altura pela falta de respeito para com um paciente. Além de manter no quadro médico, um profissional que mantém o paciente à distância na hora de fazer a consulta.

As reclamações são muitas, as providências quase nenhuma. A casa de apoio em Salvador se encontra em péssimo estado de conservação, inapropriada para receber pacientes que são enviados para tratamento médico na capital. Imagens que circularam nas redes sociais denunciaram o estado de abandono e falta de respeito para com as pessoas que para lá são enviadas e ficam hospedadas enquanto aguardam para serem levadas para hospitais públicos. Nas falas em seu programa de rádio, a cantilena é a de sempre: “eu amo esta cidade, meus velhinhos aposentados, minhas criancinhas...”. Na prática, pouco se vê bondade, carinho, respeito. 

Talvez, pensando serem os donos de Euclides da Cunha, deixaram-se levar pela arrogância e prepotência sem, contudo, ligar o ‘desconfiômetro’ de que a maioria da população não apresentava mais a passividade de tempos atrás; estava mais consciente e sentindo que a cidade em nada melhorava, exceto, para uns poucos que usufruíam das benesses que lhes eram e ainda os são oferecidas às custas do erário público e, assim, mantê-los debaixo de ordem.

Quando questionados sobre assuntos importantes e relevantes para o bem-estar da comunidade, a desculpa apresentada era a mesma de sempre: “a crise que tomou conta do Brasil afeta a prefeitura. Não podemos fazer nada! ” Situação semelhante aconteceu na gestão da prefeita Rosa, massacrada pela propaganda difamatória disseminada pelos atuais gestores que dizia: “não roubando e não deixando roubar o dinheiro dá”. Usando esse mesmo bordão, a população consciente e insatisfeita passou a fazer uso do mesmo argumento, ou seja, passou a feri-los com o mesmo instrumento verbal com o qual “despetalaram” a Rosa.

Enquanto isso, Luciano dava continuidade ao seu trabalho de cada vez mais conquistar a simpatia das pessoas, visitando-as, abraçando-as, indiscriminadamente, sem promessas e juras mirabolantes, conversando com as pessoas olhando nos olhos de cada uma delas. Com simplicidade e carismático, ia ganhando a confiança do eleitorado e gradativamente penetrava, sem muito alarde, em todos os povoados, distritos, vilas, lugarejos, bairros da cidade e, principalmente, nas áreas periféricas mais carentes de ações sociais.

Quem convive ou conviveu com políticos sabe muito bem que política é a arte de saber conversar, abraçar, isso Luciano fez e o fez muito bem, ao trazer para o seu grupo político, vereadores e lideranças importantes que faziam parte do grupo político do deputado José Nunes, entre eles, ex-vereadores, ex-prefeitos (Atayde e Zezão) Vereadores importantes (Ireno Barreto, Bolivar, Wilson Victor, Tita da Embasa, Breno, que compunham a base situacionista na Câmara de Vereadores e passaram a apoiar Luciano, reduzindo o “poder de fogo” do grupo do deputado e da prefeita, fortalecendo a oposição na CMV e junto ao eleitorado.

PARTICIPAÇÃO DA JUVENTUDE, ESTUDANTES E DAS CRIANÇAS NA CAMPANHA: outro fator importante na campanha vitoriosa de Luciano foi a participação maciça da juventude que dia e noite, incansável gritava é 12, é 12, é 12 pelas ruas da cidade, nos povoados, por todas as partes do Município. 

O engajamento da juventude estudantil, desde as séries iniciais do ensino fundamental, médio e superior na campanha do 12, foi de maioria quase que absoluta e *esmagadora. Foi brilhante! Até as criancinhas gritavam é o 12, exibiam as mãozinhas e faziam o L de Luciano, enquanto outras, que se quer sabiam falar direito tentavam balbuciar o é o 12, cantavam ou tentavam cantar as músicas de campanha de Luciano que, aliás, muito bem-feitas, refrão bem bolado e bem arranjado musicalmente com batidas fortes de tambores que mexeram com a cabeça do povo e caíram no gosto popular, até mesmo a adaptação da música Saruê, em homenagem ao deputado José Nunes, pelas suas ações de coronel da política, da música junina Na Emenda, do Trio Nordestino, que tinha como refrão a palavra Saruê, que virou hit na boca do povo. 

Aliás, *‘esmagadora’, era a palavra favorita do deputado JN, quando se referia a uma suposta vitória do seu grupo político sobre o candidato Luciano. Apelidado de ‘coronel Saruê’, incorporou o apelido que lhe fora colocado pelos oposicionistas inspirados na novela Velho Chico, protagonizada pelo ator Antônio Fagundes, cuja tonalidade vocal arrastada e quase soletrada se assemelhava um pouco com o coronel Saruê não fictício, logo percebeu que ‘esmagadora’ servia, apenas, para manter o ânimo de sua tropa, pois a derrota se desenhava a cada dia.

Espalhou pela sua rede de boataria as mais sórdidas mentiras que atacavam a honra e a dignidade do candidato oposicionista. Mas escondia do seu eleitorado a verdadeira face do candidato que defendia, que se tornara opção de última hora, para que Euclides da Cunha não tivesse candidatura única, ao escolher um candidato que, em um programa de rádio local, durante uma entrevista disse, em resposta à pergunta que lhe fora feita ‘se seria ou não candidato a prefeito? ’ “Jamais seria candidato e se por acaso isso viesse a acontecer, o eleitor não votasse nele; pois o que queria mesmo era cuidar dos negócios dele”. O áudio desta entrevista foi bastante explorado nos programas eleitorais no rádio, redes sociais, nos palanques, nas conversas de rua.

Lembrando, também, que antes, como sempre fez nos pleitos eleitorais, mais uma vez, fez o jogo do “jogar o barro na parede para ver se cola”, expressão bastante usada pelos políticos, que serve como teste preliminar para medir o índice de popularidade e aceitação de um possível candidato, apoiado por ele, sempre alguém que possa manobrar como bem quiser, caso seja eleito. 

Nesta fase, o sujeito neófito em política, mas vaidoso e com algum recurso financeiro, passa a gastar um dinheirinho patrocinando eventos musicais, esportivos, culturais, até briga de galos; passa a frequentar a Igreja aos domingos, para assistir à missa das 09 horas, pensando que assim vai conquistar a simpatia e confiança da população, passa a acenar para todo mundo, ensaia gestos e até começa articular palavras que dirá ao sentar-se na cadeira de prefeito, etc. Mas, quando a realidade vem à tona, faz como outros já fizeram, ou seja, pularam fora do barco. E quem assim não procedeu, perdeu a eleição e se afundou em dívidas! Em 2016, não foi muito diferente.

CAMPANHA SEM ÉTICA, MAS AUTOINTITULADA DO BEM: sem a receptividade que esperava por parte da população, depois de apresentar o seu candidato à sua secessão municipal, quando todos já sabiam que apesar de o mesmo ser o seu vice-prefeito e ter ocupado, em uma meteórica passagem a secretaria municipal de obras, por alguns meses, que segundo comentários, não gozava da inteira confiança de familiares da prefeita que influenciavam na administração, simplesmente sumiu do cenário político para reaparecer como solução para encabeçar a chapa majoritária de sua coligação partidária, talvez, confiando na falsa promessa do seu líder maior, de que seria eleito prefeito sem que houvesse a necessidade de se expor e/ou arcar com despesas de campanha sem que o seu patrimônio fosse afetado.

Experiente em campanhas políticas vitoriosas, quando a carruagem começo andar, o Saruê logo percebeu que a vontade da maioria do povo não lhe era mais favorável, como costumava ser em campanhas anteriores, pois já não tinha mais apoios importantes de lideranças políticas influentes, grandes e fieis colaboradores, mas que agora, haviam se transformado em seus adversários políticos.

Pensando que o bordão “somos do grupo do bem”, usado na campanha passada insinuando que o grupo adversário era composto de pessoas ruins, desta vez, e com o passar dos anos, o povo percebeu que o grupo autodenominado “do bem”, não era como se autoproclamavam, nem que amava tanto a cidade, os velhinhos aposentados, os jovens, os professores, os servidores públicos, as criancinhas, como insistiam em dizer nas entrevistas, nos discursos, na propaganda personalista pago  com o dinheiro do erário público. 

Também descobriu que Euclides da Cunha não era cidade-irmã de Chicago, uma das maiores cidades dos Estados Unidos da América, que trocaria “experiências” importantes com Euclides da Cunha, entre outras desculpas apresentadas pela gestora para justificar a sua viagem aos EE.UU. Além de a promessa de geração de emprego e renda prestigiando o comércio local, valorização da arte, da cultura, esporte e lazer, enfim, um futuro melhor para a cidade, o que não aconteceu. 

O que se viu foi um processo de maquiagem urbana nas principais ruas do centro, que surtiu efeito imediato, porém, logo borrado pela ação das águas que inundam toda a área central da cidade, por conta de serviços executados sem planejamento e estudo para contenção e escoamento das águas de enxurradas que descem das partes altas da cidade e caem na Av. Ruy Barbosa e adjacência, transformando esse logradouro em um rio caudaloso que invade estabelecimentos comerciais e residências, por conta do estreitamento da avenida, pelo canteiro central. Segundo alguns entendidos no assunto, uma galeria subterrânea pluviométrica deveria ser construída para absorver e reduzir o volume de água que desce pela avenida.

BATEU DESESPERO: ao notar que Luciano arregimentava grande massa que voluntariamente o acompanhava em suas visitas aos bairros e localidades do interior do município, o casal saruê, - e, se assim os trato, é porque assumiram o apelido e até mandaram fazer uma música/resposta de campanha baseada na música Saruê, original da campanha de Luciano, na qual assumiam o bizarro apelido-, entrou em desespero ao perceber o tamanho da primeira carreata promovida pelos apoiadores de Luciano Pinheiro, marcada e autorizada pela Justiça Eleitoral local, para a mesma data da coligação adversária; porém, com a observação de liberação total da Avenida Ruy Barbosa e adjacências, pela coligação do candidato 55, a partir das 20 horas, horário previsto para a chegada da coligação do candidato 12, quando a coligação adversária já havia realizado a sua carreata e não poderia mais permanecer no local.

Inconformado com o tamanho da carreata adversária, não respeitou o acordo feito entre os representantes das partes interessadas e homologada pela Justiça Eleitoral da 102ª Zona, pessoalmente permaneceu no local, junto com o seu grupo de seguidores. 

O acordo não foi cumprido e o próprio saruê, em desespero, como se fosse o dono da cidade, interrompeu a passagem da carreata que, para não entrar em choque com partidários adversários, que poderia gerar situação desagradável com consequência grave para a população e a ordem pública, a carreata do 12 ao chegar à Praça Duque de Caxias, foi orientada pelo candidato a vice-prefeito Betão 12, a seguir pela Praça da Bandeira e outras ruas, desmembrando a carreata e até mesmo pedindo para que não continuassem para evitar um possível conflito, já que o deputado Saruê havia perdido a estribeira e até chegou a dar a chamada “carteirada” a uma guarnição policial que trabalhava na segurança pública do local, por ter o militar, no cumprimento do dever, se recusado a atender um pedido absurdo do político. O fato que repercutiu negativamente e foi levado, oficialmente por meio de uma representação da coligação 12, ao conhecimento da Justiça Eleitoral.

RECORREU A PREFEITOS E CORRELIGIONÁRIOS PARA QUE O AJUDASSEM NAS CARREATAS: Sem povo e eleitores proprietários de veículos suficientes para fazer frente ao candidato Luciano Pinheiro, para impressionar e enganar aos seus fiéis, desinformados e manipulados eleitores, principalmente aqueles que acreditavam cegamente em tudo que o Saruê falava, resolveu buscar fora de Euclides da Cunha, a “solução” para maquiar as suas carreatas, apelando para prefeitos, lideranças políticas, amigos de vários municípios, alguns até muito distante de Euclides da Cunha, a exemplo de Juazeiro, Senhor do Bonfim, Macururé, Canudos, Uauá, Monte Santo, Quijingue, Cansanção, Tucano, Araci, Ribeira do Pombal, Banzaê, Cícero Dantas, num verdadeiro “me engana que eu gosto”, além de mandar anunciar nos carros de som a serviço de sua coligação partidária, redes sociais, programa eleitoral no rádio, que divulgavam número de carros exageradamente fora da realidade. 

SINAL DE DECEPÇÃO E AUSÊNCIA DE PÚBLICO NA VISITA DO GOVERNADOR: No início de setembro, o governador Rui Costa agendou uma visita político-eleitoreira a Euclides da Cunha, -pois já era do seu conhecimento que o candidato situacionista que ele e o seu partido PT apoiavam, não se encontrava em situação confortável e a derrota era iminente- veio a Euclides da Cunha onde faria discurso pedindo voto para o 55, assinaria ordem de serviço, -essas coisas todas que a população cansada de ser enganada já conhece-. Durante uma semana, carros de som patrocinados pela prefeitura municipal rodou por toda a cidade, divulgando um convite da prefeita para a população ir recepcionar ao ilustre governador do estado e comitiva em visita à cidade.

Toldos para protege-los do sol escaldante do sertão foram armados na Av. Cel. Almerindo Rehem, baterias de fogos lançavam bombas ao ar, para anunciar a presença da maior autoridade do estado..., mas público mesmo, este, não apareceu suficientemente para lotar os brancos e bonitos toldos. Sem lotar o pequeno espaço, ocupado majoritariamente pelos políticos de outros municípios que vieram para o ‘beija-mão’ do governador, - alguns até trouxeram algumas pessoas em ônibus fretado-, notava-se, perfeitamente, a decepção e o constrangimento causado ao governador e seus correligionários. Uma dessas poucas pessoas presentes contou-me que o governador, em conversa à parte, expressou a sua decepção e chegou a perguntar aos anfitriões pelo povo e que não viera para assistir queima de fogos. Pode até ter sido uma dessas muitas conversas que surgem nos períodos de campanha eleitoral, mas que foi decepcionante, isso foi... e foi, também, um forte sinal de que o vento da política não soprava tranquilo e favorável para o candidato da situação.

As visitas políticas dos candidatos continuavam pelos bairros da cidade e povoados. As carreatas aos domingos também. Do lado de Luciano a participação espontânea formava fila quilométrica que arrebatava aplausos e acenos com as mãos em forma de L, símbolo da campanha do candidato Luciano 12. 

Nas carreatas do 55, dezenas de veículos (automóveis e motos) de outros municípios, ‘alugados’ especialmente para participar da carreata, além de outros automóveis enviados pelos correligionários do Saruê, via-se, no rosto dessas pessoas que ocupavam esses carros, que não se tratava de gente com residência em Euclides da Cunha: elas passavam e não apresentava sinais de vibração, não faziam o V, símbolo da campanha do Vaval, eram caladas e só olhavam rapidamente para as pessoas, bem diferente do comportamento das pessoas de Euclides da Cunha. Alguns, até nem tiveram o cuidado de remover o adesivo de candidatos em seus respectivos municípios, além de a identificação pela placa policial do veículo. Mas, na propaganda, a conversa era que mais de 2 mil carros haviam participado da carreata.

PESQUISA FURADA E MANIPULADA: Como um náufrago que se agarra a qualquer graveto pensando em se salvar, o Saruê partiu para a tática manjadíssima da pesquisa irreal, não lembrando ele, que do outro lado, haviam pessoas, agora seus adversários, que o conheciam muito bem e sabiam como ele fazia para enganar aos seus próprios eleitores. Do lado oposto, também tinha uma pesquisa real e registrada legalmente junto ao TRE – Tribunal Regional Eleitoral, feita internamente para acompanhar a evolução no quadro de eleitores com a intenção de voto em Luciano, que devolveu o traque saruê com uma bomba que deixou muita gente triste: Luciano estava na frente com mais de 51%, das intenções de voto. Foi uma verdadeira ducha fria no saruê, que ainda tentou outra cartada, também com a divulgação de mais uma pesquisa que não surtiu efeito nenhum e se quer foi comemorada como aconteceu na primeira vez. O resultado final da votação provou que a pesquisa de Luciano estava certíssima, o percentual foi exatamente igual.

VISITAS SEM POVO: As visitas aos bairros e aos povoados serviram de parâmetro para medir a popularidade dos candidatos. Enquanto o 55 soltava um monte de foguetes e com as mesmas pessoas que o acompanhavam desde a saída da casa da prefeita, (motos, carros de som) que mergulhou de corpo e alma na campanha, não tinha poder de agregar e poucas pessoas do local lhes davam a devida atenção. As falas de seus oradores e candidatos eram um fiasco. 

Na reta final da campanha, a visita ao bairro da Nova América, o mais populoso da cidade, deve ter causado um enorme arrependimento ao Saruê, que pensando, talvez, que a sua presença fosse possível reverter o quadro que lhe era desfavorável, fez um discurso para as mesmas pessoas que o acompanharam e que serviu de mangação para os seus adversários, já que discursou à beira do meio-fio, ao lado de um poste de iluminação pública. Irritado, pediu por favor à sua esposa prefeita, para que se “aquietasse” já que seus gritos de pirraça direcionados para um jovem que gravava o discurso do solitário deputado, o estava atrapalhando em sua enfadonha oração. Vídeos desta visita foram disseminados nas redes sociais.

Do lado do 12, as visitas eram marcadas pela presença e entusiasmo das pessoas que o acompanhavam e aumentavam de volume com a presença dos moradores do lugar que prestigiavam o evento. A visita ao bairro do Dengo foi um grande exemplo de mobilização popular espontânea para uma visita de um político a um bairro periférico da cidade. Não seria exagero de nossa parte, se disséssemos que foi fenomenal, jamais visto em Euclides da Cunha, em todos os tempos, era o comentário geral.

HORA DO COMÍCIO FINAL: Chegada a hora do comício de encerramento da campanha política, coube ao candidato Luciano Pinheiro fazer o primeiro dos dois últimos comícios das coligações partidárias, autorizados pela Justiça Eleitoral na cidade. 

O ato foi mais um dos emocionantes encontros de Luciano Pinheiro com a imensa massa humana que ocupou boa parte da Av. Cel. Almerindo Rehem. Por volta das 18h, de uma quarta-feira, com boa parte do comércio em pleno funcionamento, era possível registrar a presença de centenas de pessoas (homens, mulheres, idosos, jovens, crianças, portadores de necessidades especiais) gente de todas as partes do município, de todos os credos, cor, classe social, gente simples da periferia, todos buscando ocupar espaço junto ao palco formando um imenso tapete humano que se estendeu pela avenida. Tomados pela empolgação cantavam as músicas da campanha e gritavam é Luciano é o 12, além de o arrasta-pé Saruê.

Diante da imensa repercussão deste comício, o Saruê recorreu até o governador, o senador Otto Alencar, colegas deputados, prefeitos coligados e líderes políticos de várias cidades da região, com pedidos de presença e o envio de caravanas para, deste modo, tentar superar o público que comparecera ao comício de Luciano Pinheiro e assim dar uma demonstração de força e dar ânimo e fôlego aos eleitores do 55 que, cabisbaixo andavam depois do comício de Luciano no dia anterior.

Por volta das 19h, a Av. Cel. Almerindo Rehem, mesmo local do comício do 12, parecia não estar reservada para um ato político anunciado durante todo o dia nos carros de som, como convite especial da prefeita municipal para “o megacomício do 55, com as presenças da autointitulada ‘melhor prefeita do Brasil (Fátima Nunes) ’ e do melhor governador do Brasil (Rui Costa), além de o senador Otto Alencar”, como principais personalidades do evento, num verdadeiro ato de apelação e desespero político.

Por volta das 20h30, grupos de pessoas começavam a chegar e ocupar a avenida, juntando-se aos grupos da cidade, colocados estrategicamente ao longo da avenida, também ocupada por toldos armados ao longo do meio-fio, automóveis estacionados e posicionados em forma de Z, inclusive o trio elétrico da coligação, provocando o estreitamento da via, para causar efeito ótico nas imagens que seriam mostradas nas redes sociais, levando às pessoas leigas, a impressão de que havia mais gente, bem mais que no comício do 12.

A chegada das pessoas em grupo chamou a atenção de partidários do 12 que faziam o trabalho de observação no local, que acionou outras pessoas para verificar nas ruas próximas da Av. Cel. Almerindo Rehem, de onde estavam surgindo esses grupos de pessoas, nitidamente estranhas à população de Euclides da Cunha. 

A descoberta foi imediata. Tratava-se de pessoas de diversos municípios, os mais longínquos, entre eles, Paripiranga, Macururé, Juazeiro, Canudos, Monte Santo, Cansanção, Quijingue, Tucano, Araci, R. do Pombal, Banzaê, Nova Soure, Heliópolis e até automóveis de Lauro de Freitas e Feira de Santana, foram identificados quando se encontravam estacionados em ruas próximas ao evento. Em vários destes automóveis estava estampado cartaz perfurado com a propaganda de candidato em seus respectivos municípios. 

Este repórter conversou com um morador de Euclides da Cunha, mais que tem familiares em Macururé e Chorrochó, que revelou ter vindo de Macururé, para este comício, uma caravana composta por seis ônibus lotados e cada passageiro recebeu a importância de R$ 25,00 (vinte e cinco reais), todos orientados a ficar no local do comício. O público anunciado como Record, na verdade não pôde vir fazer, no dia 02 de outubro, o que o Saruê tanto desejava e precisava: votar. 

Na sexta-feira, após o “megacomício do tipo me engana que eu gosto”, estava agendada junto ao Juízo Eleitoral da 102ª Zona e ao Comando do 5º BPM, uma passeata do 55 pelas ruas da cidade. Para surpresa geral, o evento não aconteceu, pois segundo informações, não havia público suficiente e seria melhor não realizar, para não apagar a falsa imagem que o megacomício deixara.

Ao contrário do 55, Dr. Luciano manteve a sua agenda e convocou a população para o sábado (1º), dia de feira livre semanal da cidade, quando muita gente está ocupada em fazer feira e/ou cuidar do seu comércio, e realizou a maior caminhada de todos os tempos em Euclides da Cunha, com milhares de pessoas vestidas de branco, azul, vermelho, cores predominantes da campanha do 12, numa demonstração de força e superioridade eleitoral, que deixou muita gente emocionada ao passar pelas Ruas Isaías Canário (sede do Comitê do PDT 12), Av. Cel. Almerindo Rehem, Rua Major Antonino, parte da Praça Duque de Caxias, toda a Av. Ruy Barbosa, novamente Av. Almerindo Rehem, Rua Castro Alves, atravessando a Av. Renato Campos e encerrando por volta das 11h30, na Central de Abastecimento. 

Durante todo o percurso, Dr. Luciano foi abraçado, beijado e cumprimentado por pessoas de todas as idades, acenos em forma de L eram feitos pelo público que se encontravam nas sacadas das casas. Foi uma manhã de sábado memorável, que certamente jamais será esquecida pelos euclidenses. Nesta manifestação cívico-eleitoral, ficou a certeza de que Dr. Luciano seria eleito prefeito.

No domingo (02), mais uma vez, a vontade popular da maioria que não se deixou enganar por tapeação, maquiagens, obras e serviços eleitoreiros, precariedade no serviço de saúde, educação, falta de políticas públicas eficientes voltadas para o bem-estar da população, regressão e perda de posições importantes em todos os setores, inclusive para municípios da região de menor porte e capacidade produtiva; desvalorização da Arte e Cultura popular, teatral, artística, prepotência e arrogância dos saruês que imaginavam perpetuarem-se no poder como se a cidade, o município fossem suas propriedades particulares, etc., e foi às ruas e às urnas dizer que não os queriam mais, de forma ordeira, declarada, pois cada eleitor consciente ostentava no peito a ‘praguinha’ do 12.

Por volta do meio-dia, manifestações populares, fogos espocavam, buzinas eram acionadas, cumprimentos entre eleitores, abraços, saudações em forma de L e gritos de é o 12 era propagado pelos quatro cantos da cidade, bairros, distritos, povoados, pequenas localidades, prenúncio de uma brilhante vitória de um jovem engenheiro obstinado, “da natureza do luminoso”, “nascido da luz”, significado do nome Luciano.  

De nada adiantou as perseguições empreendidas, os xingamentos, as agressões verbais, física e moral, taxação de ‘grupo do mal’ que os saruês faziam quando se referiam àqueles que abraçaram e se engajaram na campanha de Dr. Luciano, como se eles, saruês, fossem suprassumo da bondade, dignidade, honradez, moral e bons costumes. Ou será que a maioria dos eleitores e parte considerável destes, que por décadas esteve ao lado deles, mas que resolveram mudar de lado, em poucos dias passaram a ser do mal? ... talvez, o que eles qualificavam de mal, veio para o bem, que apeou do poder quem pretendia fazer da cidade, do município, um latifúndio com servos e vassalos sempre ao seu dispor, mas a maioria dos eleitores conscientes não permitiram, felizmente!

Ao final da tarde e início da noite, centenas de pessoas já se aglomeravam em frente à casa dos pais do Dr. Luciano e comemoravam a vitória cantando músicas da campanha vitoriosa, além de o ‘tchau querida’, em alusão à prefeita. Quando o processo de apuração terminou e Luciano chegou em casa, foi recebido com abraços efusivos, aplausos, beijou e foi beijado, agradeceu a todos, para em seguida, acompanhado da multidão, tomar o rumo da Praça da Bandeira, onde na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição padroeira, santa de sua devoção, agradeceu pela vitória e rezou junto com seu povo, o Pai Nosso e Ave Maria puxados pelo também jovem padre Evandro.

Ao término dos agradecimentos, dirigiu-se à Praça Duque de Caxias, onde mais gente o esperava, percorreu todos os barzinhos preferidos pela turma jovem, onde também costuma frequentar, abraçou e foi abraçado pela galera, para depois, em passeata, se dirigir ao bairro Nova América, onde novamente fora recepcionado pela multidão que o aguardava. Mais uma vez agradeceu a todos pela confiança, amizade, além de o voto em seu nome depositado. 

As comemorações pela brilhante vitória prosseguiram noite adentro, na mais perfeita harmonia. Afinal, a verdadeira ‘família do bem’, mais unida do que nunca, triunfava sobre a ‘família do bem-mau’, criando um fato histórico que jamais será esquecido e permanecerá sempre vivo nos anais de uma cidade chamada Euclides da Cunha. 

Ah!  A vitória de Dr. Luciano foi uma grande derrota para o governador Rui Costa e o senador Otto Alencar. Ambos, por duas vezes, no mês de setembro, vieram a Euclides da Cunha, com mais promessas eleitoreiras, na tentativa de reverter o quadro de derrota do seu candidato e correligionários que o apoiam em Euclides da Cunha, derrocada que se consolidava a cada dia, também para o deputado federal José Nunes, a prefeita Fátima Nunes e todos que se juntaram contra Dr. Luciano Pinheiro, mas que não tiveram força suficiente para derrotar a vontade do povo. 

Aliás, a derrota imposta ao governador teve caráter singular, pois o seu candidato a vereador, Pequinho Abreu (PT), não conseguiu renovar o mandato, mas o Partido dos Trabalhadores ainda terá uma representação na Câmara de Vereadores de Euclides da Cunha, a partir de janeiro de 2017, o vereador eleito Cacique Flávio (PT). Se for levado em conta a disputa pelo governo do estado, em Euclides da Cunha ACM Neto também triunfou sobre o governador, pois apoiou abertamente a candidatura de Dr. Luciano Pinheiro.

euclidesdacunha.com

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