PORTALEUCLIDENSE: Chave de cadeia? Ex-repórter da RedeTV! é presa por suspeita de ligação com facção criminosa

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Chave de cadeia? Ex-repórter da RedeTV! é presa por suspeita de ligação com facção criminosa

Chegou na tarde desta terça-feira (4) à capital paulista a jornalista e advogada Luana de Almeida Domingos, de 32 anos, presa nesta manhã no litoral paulista numa ação conjunta entre a Polícia Civil de São Paulo e a do Rio de Janeiro. Luana Don, como a repórter de TV é conhecida profissionalmente, era procurada sob a suspeita de transmitir ordens do Primeiro Comando da Capital (PCC) para presos e membros que estavam nas ruas.

Assista o momento da prisão:



A facção criminosa é conhecida por atuar fora e dentro dos presídios paulistas. Ela possuía mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça por indícios de participação nos crimes de corrupção ativa e por integrar organização criminosa. Luana era procurada desde novembro de 2016, quando foi deflagrada a Operação Ethos, coordenada pelo Ministério Público (MP) de São Paulo. 

A ação visava prender e combater advogados que comandavam esquema de pagamento de propina a agentes públicos e membros de direitos humanos para favorecer o PCC.

Luana, que também está sendo chamada por policiais de “musa do crime”, estava sem trabalhar desde a operação policial. Ela foi presa nesta manhã em Ilhabela. Segundo as investigações, a mulher atuava como “pombo-correio” da “sintonia dos gravatas”, na qual advogados eram pagos pelo PCC para repassarem os planos criminosos da facção. O grupo consegue dinheiro com o tráfico de drogas e assaltos.


Ela também teria passado informações para integrantes da facção que atuam no Rio de Janeiro. Por esse motivo, a prisão dela foi feita em parceria com a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) do Rio. O G1 não conseguiu localizar os advogados da presa para comentar o assunto. Quem acompanha a prisão é o Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade) da polícia paulista. É para a sede do departamento, anexa ao prédio da Polícia Civil, que Luana foi levada. (G1)

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