PORTALEUCLIDENSE: Ataque em Las Vegas: o que se sabe sobre o mais letal tiroteio da história dos EUA

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ataque em Las Vegas: o que se sabe sobre o mais letal tiroteio da história dos EUA

Pelo menos 59 pessoas morreram e mais de 515 ficaram feridas em um tiroteio durante um show em Las Vegas. Trata-se do mais letal ataque deste tipo na história moderna dos EUA, de acordo com a polícia.
Um atirador abriu fogo na plateia de um festival de música no hotel Mandalay Bay. A polícia informou que ele estava no 32° andar do hotel.

Os policiais usaram explosivos para derrubar a porta do quarto onde o homem estava. O atirador se suicidou. Fontes da polícia disseram à mídia americana que uma "grande quantidade" de armas foi encontrada no quarto.

Segundo o xerife de Las Vegas, Joe Lombardo, acredita-se que o autor dos disparos agiu como "lobo solitário" - como são chamados ataques planejados e executados individualmente.

O som do que parecia ser prolongados disparos de arma automática foi registrado em vídeos amadores postados nas redes sociais.


Ao menos 515 pessoas foram levadas a hospitais da cidade após o ataque, segundo as últimas informações da polícia. Mais de 22 mil estavam no festival no momento dos disparos.

Mais tarde, a polícia anunciou que o suspeito era Stephen Paddock, um homem branco de 64 anos que não tem passagens pelas Forças Armadas ou antecedentes criminais. Episódios similares já foram protagonizados por ex-militares.

Paddock foi identificado como morador de uma cidade vizinha, Mesquite. Mas a polícia informou que ele estava hospedado no Mandalay Bay desde quinta-feira.

O Centro Médico Universitário, um dos hospitais que receberam feridos, informou que pelo menos 14 pessoas se encontraram em estado grave. Em nota oficial, o Itamaraty informou que "até o presente momento não há registro de brasileiros entre os mortos e feridos".

"Pura maldade"
Em pronunciamento na TV, o presidente americano Donald Trump chamou de "ato de pura maldade".

Trump disse que visitará Las Vegas na quarta-feira para falar com as famílias das vítimas e com a polícia local, a quem ele agradeceu pela "velocidade milagrosa" com que agiu. "Melania e eu estamos rezando por cada americano que foi ferido. Rezamos pelo dia em que o mal será banido e os inocentes serão salvos".

Dois de seus antecessores, Barack Obama e Bill Clinton, cujas administrações foram marcadas por políticas (ou tentativas) de controle na venda de armas, também usaram a plataforma para expressar seu pesar. Clinton, que ocupou a presidência entre 1993 e 2000, escreveu que "isso (o tiroteio) deveria ser algo inimaginável nos EUA".

Obama, em cuja administração ocorreram diversos tiroteios em massa, classificou o incidente em Vegas como uma "tragédia sem sentido".

O tiroteio ocorreu por volta de 22h (horário local). O cantor Jason Aldean estava se apresentando no momento dos disparos e deixou rapidamente o palco.

Testemunhas relataram que centenas de tiros foram disparados. O britânico Mike Thompson, morador de Londres, estava perto do local do show no momento do ataque e diz que ouviu o som dos disparos.

"Estávamos a caminho do nosso hotel, o MGM, após o jantar, quando vimos pessoas correndo em pânico na nossa direção. Um homem tinha sangue por todo o corpo. Foi quando percebemos que algo estava muito errado", contou.

"Eu conseguia ouvir os sons de tiros, então puxei meu companheiro e corremos", completou.

Alguns voos foram desviados do aeroporto Las Vegas McCarran quando surgiram as primeiras notícias sobre o tiroteio.

Logan Cruz and Liberty Psesser, que estavam perto do palco, contaram que houve pânico no momento dos tiros, sobretudo depois de o cantor Jason Aldean, que estava no palco, ter corrido em busca de abrigo.

"As pessoas saíram correndo em despespero e vimos muita gente se pisoteando", disse Cruz.

Pessoas fugindo dos tiros encontraram abrigo em hotéis, restaurantes e no aeroporto.

O festival de música teve início na sexta-feira, com shows nos terrenos de diferentes hotéis Las Vegas.

Didier Perez, do Texas, disse que viu pessoas chorando pelas ruas quando estava chegando ao hotel onde estava hospedado.

"Perguntamos a uma pessoa o que havia acontecido e ela disse que estavam em um show de música country e que havia um atirador lá," relatou.

"Foi aí que eu vi algumas pessoas ensanguentadas. Algumas pessoas estavam em choque e chorando. Ouvimos rumores de que haveria outros atiradores, mas era alarme falso. Houve pânico generalizado", disse.





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