PORTALEUCLIDENSE: Coaf afirma que movimentações bancárias de Flávio Bolsonaro não são compatíveis com renda dele

domingo, 27 de janeiro de 2019

Coaf afirma que movimentações bancárias de Flávio Bolsonaro não são compatíveis com renda dele

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) concluiu que as rendas do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) não são compatíveis com o volume de dinheiro na conta bancária dele.
É o que aponta um novos trechos do relatório do órgão, obtidos pela revista Veja, que revelam movimentações financeiras entre 1º de agosto de 2017 e 31 de janeiro de 2018.

Segundo o Coaf, nesses seis meses, Flávio movimentou R$ 632 mil - R$ 337 mil em créditos e R$ 294 mil em débitos. Para o órgão de controle, o valor é incompatível com a renda do senador.

O Conselho ainda apontou que, no período analisado, a renda de Flávio era de R$ 27 mil. Apesar de o senador ter declarado em entrevistas à imprensa que a maior parte de seus rendimentos é proveniente de suas atividades como empresário, o Coaf mostrou que a maior parte dos créditos na conta dele, no período analisado, veio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O documento diz que a comunicação em relação às movimentações financeiras do filho do presidente Jair Bolsonaro foi motivada “em razão de o cliente movimentar recursos superiores a sua capacidade financeira".

Em nota, a defesa de Flávio disse que, mais uma vez, o senador eleito é vítima de um vazamento criminoso e irresponsável de dados sigilosos com ilações sem qualquer fundamento comprobatório.

Relatório traz novas movimentações de Fabrício Queiroz - Outro trecho inédito do relatório também mostra que o Coaf registrou novos indícios de movimentação suspeita na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Entre 20 de dezembro de 2016 e junho de 2018, Queiroz sacou R$ 190 mil. A revista afirma que o ex-assessor fez 38 operações diferentes.

O Coaf registra que verificou fracionamento nos saques em espécie com cartão de débito, fato que despertou a suspeita de ocultação do destino deste valor e a sua finalidade. O ex-assessor de Flávio é investigado por movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão no período de um ano.

Em nota, a defesa de Fabrício Queiroz disse que ainda não teve acesso à íntegra dos documentos, mas que, de qualquer forma, “repudia qualquer ilação sobre a movimentação financeira do ex-assessor da Assembleia Legislativa porque, por si só, não constitui qualquer ilicitude.

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