PORTALEUCLIDENSE.: Flamengo assume responsabilidade por vítimas, trabalha em indenizações, mas apoia investigação por causas

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Flamengo assume responsabilidade por vítimas, trabalha em indenizações, mas apoia investigação por causas

Clube apresentará documentos em reunião com autoridades no MP nesta segunda. Comitê de crise define tripé de ações, que envolve arcar com todos os direitos das famílias envolvidas.
O Flamengo assume a responsabilidade, mas aguarda a investigação que definirá culpados pela tragédia de sexta-feira no Ninho do Urubu. Basicamente, esta é a leitura do clube, que se cerca de cuidados e informações para o desenrolar dos fatos que resultaram na morte de dez jovens das categorias de base.


O comitê de crise montado na Gávea se reúne com o Ministério Público nesta segunda-feira para prestar esclarecimentos e dar continuidade à apuração das causas do incêndio. O presidente Rodolfo Landim estará presente.

O clube tem tido dificuldade para encontrar os documentos necessários e uma força-tarefa atua na sede da Gávea para que todos sejam apresentados no encontro. Órgãos como o Corpo de Bombeiros também estarão representados.

O comitê, por sua vez, tem trabalhado apoiado em um tripé bem definido: dar apoio às famílias; colaborar na apuração dos fatos; tratar das indenizações pertinentes para que ninguém fique desamparado.

Independentemente do desenrolar da parte criminal do processo, o Rubro-Negro arcará com suas responsabilidades pelos 26 jovens que dormiram no CT naquela noite. A estratégia de momento visa buscar acordos que agilizem o processo.

O diretor jurídico, Bernardo Accioly, é quem está de frente do tema de indenizações e todos os direitos legais dos familiares. As vítimas tinham contrato de formação com o clube, que incluía seguro de vida e serviço funerário.

Outras tragédias como exemplo
Outras tragédias no futebol servem de exemplo e indicam que acordos são o melhor caminho. A família de Dener, morto em acidente de trânsito enquanto defendia o Vasco, em 94, travou longa batalha judicial com o clube até chegar a acordos para receber o que tem direito.

Avião com o time profissional da Chapecoense caiu em novembro de 2016
Foto: Agência Reuters

Mais recente, o acidente envolvendo a delegação da Chapecoense, em novembro de 2016, é outro exemplo. A maioria das famílias segue em disputas intermináveis tanto contra o clube como contra a LaMia. Até hoje, a seguradora da empresa aérea não pagou indenizações.

Propostas de acordo foram feitas e rejeitadas nos últimos dois anos. No campo trabalhistas, apenas as famílias dos jogadores que fizeram acordo com a Chape, como a do volante Josimar, receberam a quantia prevista.

Na ocasião do acidente, os familiares receberam o seguro de vida previsto em contrato. O cálculo era feito com base no salário pago em carteira.

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