Museu Nacional: um ano após incêndio, promessas não foram cumpridas


A Lupa voltou a comentários feitos por Planalto, BNDES, Ministério da Educação e Prefeitura do Rio sobre a reconstrução do museu


um ano, um incêndio destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em meio às comemorações pelos 200 anos de história da instituição. Na tragédia, o museu perdeu cerca de 90% de seu acervo, segundo sua vice-diretora, Cristina Serejo.

Em 3 de setembro, um dia depois de o fogo consumir parte da estrutura do prédio histórico, diversos órgãos se comprometeram com a recuperação do Museu Nacional. O Palácio do Planalto, sob comando do então presidente Michel Temer, prometeu criar uma rede de apoio econômico para viabilizar a reconstrução. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que direcionaria a verba de um contrato que já havia sido assinado. A prefeitura do Rio comunicou que daria apoio ao governo federal para recuperar o museu.

A Lupa voltou às promessas feitas e verificou o que, de fato, foi feito. Veja o resultado:

“O presidente Michel Temer articulou (…) a criação de uma rede de apoio econômico para viabilizar a reconstrução do Museu Nacional no Rio de Janeiro no tempo mais breve possível”
Nota divulgada pelo Palácio do Planalto no dia 3 de setembro de 2018.

A promessa do governo de criar uma rede de apoio para viabilizar a reconstrução do Museu Nacional não saiu do papel. No dia 3 de setembro, o Palácio do Planalto informou que essa rede seria composta por Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Vale e Petrobras.

Em nota, a Febraban afirmou que “não foi possível realizar as doações destinadas à reconstrução do Museu Nacional e de seu acervo, uma vez que não puderam ser atendidas as condições acordadas com o governo (…) para que ocorre a efetivação dos aportes financeiros.”

A Vale afirmou que a empresa está “empenhada em contribuir para os esforços de reconstrução e resgate deste patrimônio”, mas não detalhou as ações realizadas ou planejadas. As demais instituições citadas pelo Planalto à época também foram procuradas, mas não se manifestaram sobre possíveis doações.

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