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19/09/2019

EUCLIDES DA CUNHA FESTEJA SEUS 86 ANOS, CONHEÇA UM POUCO DA SUA HISTÓRIA


História

Antiga aldeia dos índios Caimbés, da tribo dos Tupiniquins, as terras do atual Município foram desbravadas por colonos vindos de Monte Santo e Tucano, que se fixaram e se dedicaram à lavoura e à criação de gado. O povoamento começou na Fazenda Cumbe do Major. Os jesuítas, então, ergueram no local uma capela e um convento. Posteriormente chegaram mais colonos e o povoado se desenvolveu sendo elevado à Freguesia de Nossa Senhora do Cumbe em 1881.

O Município foi criado em 1898, com território desmembrado de Monte Santo, com o nome de Cumbe. Em 1931 perdeu sua autonomia sendo incorporado ao Município de Paripiranga e, neste mesmo ano, voltou a pertencer a Monte Santo. Em 1933 o Município foi restaurado e passou a ser denominado de Euclides da Cunha. Em 1938 foi elevada a cidade.

O município foi desbravado por colonos oriundos dos municípios circunvizinhos, principalmente de Monte Santo e de Tucano, que ali se fizeram com suas famílias, dedicando-se à lavoura e o criatório de gado, esteios até hoje da economia municipal. O seu primeiro núcleo populacional foi a Fazenda Cumbe do Major, de propriedade do Major Antonino, senhor de boas glebas e de avultado números de agregados, primeiro desbravador das terras do município.

Os padres jesuítas, em missão catequese pelo sertão, construíram, no local da atual vila de Massacará, uma capela e um convento; aquela continua de pé até os dias atuais, servindo de refúgios espiritual aos fiéis, porém o convento foi destruído pelos referidos padres, quando o Marquês de Pombal em 1859, os expulsou do Brasil.

Com a chegada de novos colonos; a fazenda Cumbe experimentou considerável surto de progresso, evidenciado na construção de vários prédios, nascendo daí a povoação onde, no ano de 1888, foi construída pelo padre Vicente Sabino dos Santos, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição; ficou essa capela subordinada a freguesia de Massacará e ainda hoje permanece de pé.

A sede da freguesia da Santíssima Trindade de Massacará foi, pela lei provincial nº 2 152 de 18 de maio de 1881, transferida para Capela de Nossa Senhora do Cumbe, sendo assim criada a freguesia com o mesmo nome. Foi o povoado sede da freguesia de Nossa Senhora do Cumbe elevado à categoria de vila pela Lei provincial nº 253, de 11 de junho de 1898, com o território desmembrado do de Monte Santo। Na divisão administrativa referente ao ano de 1911, Cumbe figura composto unicamente do destrito-sede.

Por força dos Decretos estaduais nºs 7 455, de 23 de junho de 1931, e 7 479, de 8 de julho do mesmo ano, foi Cumbe supresso e o seu território em face desse último Decreto, incorporado ao de município de Monte Santo. Em virtude do Decreto estadual nº 8642, de 19 de setembro de 1933, o município foi RESTAURADO, ocorrendo sua instalação a 10 de outubro do mesmo ano.

Na divisão administrativa do Brasil, relativa a 1933, Cumbe, figura composto do destrito-sede e do de Canudos, verificando o mesmo nas divisões territoriais datadas em 13-Xll-1937, como também ao Decreto-lei estadual nº 10 724, de 30 de março de 1938, o município e seu distrito-sede passaram a denominar-se Euclides da Cunha, em homenagem ao historiador da Campanha de Canudos, autor de “Os Sertões”. De acordo co o quadro territorial vigente no qüinqüênio 1939-1943, fixado pelo Decreto nº 11 089, Euclides da Cunha abrange 2 distritos-- o da sede e o de Canudos.

Por força da Lei nº 628, de 30 de dezembro de 1953, ficou o município constituído dos distritos de Euclides da Cunha, Canudos e Massacará, limitando-se com os municípios de Tucano, Uauá, Monte Santo, Cícero Dantas, Antas, Chorrochó e Jeremoabo.

CLIMA – O clima do município é quente e seco nos longos períodos de estio, durante o inverno é ameno.

RIQUESAS NATURAIS- 1950. – De origem mineral a região possui em seu subsolo jazidas inexploradas de ardósia, calcita, cristal de rocha e salitre, e em exploração, pedra calcária. É extraída argila para fabricação de telhas e tijolos. De origem vegetal registra-se a extração de sisal e lenha; e de animal há mel e cera de abelha.

POPULAÇÃO – A população do município, em 1950 era de 25.548 habitantes, sendo 12.572 homens e 12.976 mulheres.

A pecuária tem expressão econômica para o município, que contava, em 1956, com o seguinte rebanho: bovinos - 26.000 cabeças, caprinos – 45.000, ovinos – 30.000, suínos – 30.000, asininos – 3.600, eqüinos – 2.500 e muares – 2.500.O artesanato é representado pelo fabrico de cestas, cordas e objetos diversos de uso pessoal, confeccionados com fibras de sisal.

Hino de Euclides da Cunha - Bahia

Arquivo/Colaboração: Raimundo Carvalho Rabelo

Os autores do Hino de Euclides da Cunha são:
Letra: José Aras
Música: Antonio Moreira
Em 1972 (fonte: Câmara Municipal de Vereadores de Euclides da Cunha)

Foi gravado pela primeira vez em mídia de fita cassete e passado posteriormente para CD em 1996 pelo cantor e compositor Rabelo Gonzaga e, por isso, ficou assim divulgado:
Intérprete: Rabelo Gonzaga
Acompanhantes - Safona: Cezário; Teclados: Ney Campos; Vocais: Canário de Canudos, Janacira e Elenir Ribeiro

Letra:

Euclides da Cunha torrão adorado
Tão decantado no mundo inteiro
"Os Sertões" veio nos trazer a glória
Da nossa história no sertão Brasileiro

Por muitos anos foi aqui adorado
O Bendegó - famoso meteorito
Nosso sertão um jardim em festa
Foi o escolhido lá no infinito

Salve ó rincão de filhos varonis
Heróis anônimos mortos de pé
Renasce ardente em nossos corações
Tua bravura de amor e fé




Hino de Euclides da Cunha - INSTRUMENTAL




Com esforço e dedicação conseguimos, pela primeira vez, gravar o Hino de Euclides da Cunha na forma Solo (INSTRUMENTAL). Agradecemos a todos que colaboraram para essa preciosa obra de JOSÉ ARAS

 Músicos:
Bandolim: Ney Campos
Tuba (solo): J. Tuba.          - midi
Piston: Crisinho
Violão: Cinquentinha 7 Cordas
 Flauta: AdriFlutes           . - midi
Baixo: Mi Oliveira

Idealização: Ney Campos (MuseuDoCumbe)

Apoio: Henrique do Acordeon
Colaboração: Ohniram Marinho

Patrocínio:

 Gravação: StudioN Produções

LINK PARA OUVIR OU BAIXAR >>>>>>>CLIQUE AQUI

MAIS INFORMAÇÕES

Euclides da Cunha é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 10º30'27" sul e a uma longitude 39º00'57" oeste, estando a uma altitude de 472 metros. Sua população de acordo com a estimativa populacional de 2019 é de 60.585 habitantes. Possui uma área de 2.028,421 m².

Administração pública

Até o ano de 1930, quando surgiu a figura do prefeito no Brasil, os municípios eram governadas por intendentes. Euclides da Cunha, ainda mesmo uma vila (distrito-sede), chamada de Cumbe ou Vila do Cumbe, teve dez intendentes; foram eles:
  1. Antonio Francisco Reis (Major Antonino);
  2. Coronel Ascênio Guimarães (por 3 vezes);
  3. Capitão Dantas (Francisco da Silva Dantas);
  4. Joaquim de Carvalho Lima;
  5. Benevides Dias Moreira;
  6. Potâmio Américo de Souza;
  7. Luis Ferreira Nascimento, o Sr. Lua;
  8. José Esteves de Abreu;
  9. Galdino Alves de Souza;
  10. Joaquim de Santana Lima (eleito em 1924).
Em 1931, com a extinção da vila, o território foi reintegrado ao município de Monte Santo. Dois anos depois, em 19 de setembro de 1933, definitivamente, Cumbe foi emancipado, realizando no ano seguinte uma eleição direta, com a participação feminina (assegurada no Brasil desde 1932), que elegeu o Sr. Joaquim Santana Lima como o seu primeiro prefeito. Procurando administrar bem a cidade, Joaquim construiu a primeira prefeitura, onde hoje funciona a Biblioteca Municipal, contratou professores para alfabetização de crianças e colocou nas principais ruas postes de iluminação a carbureto. Em 1937, devido ao golpe dado por Getúlio Vargas que instituiu no país o Estado Novo, Joaquim Santana Lima deixou o cargo.

Prefeitos após o fim do Estado Novo

Com o fim do Estado Novo em 1945 no Brasil, Euclides da Cunha voltou a desfrutar da plena democracia com eleições para prefeito e a instalação da Câmara de Vereadores.
Para Prefeitura foi eleito com voto direto o Sr. Antonio Batista de Carvalho e, para Câmara de Vereadores, Joaquim Santana Lima, Raimundo Dantas Lima, Álvaro Santos, Joaquim Matias, Teago Ferreira de Carvalho e José Camerino de Abreu.

Lista de Prefeitos a partir de 1945
  1. Antonio Batista de Carvalho — 1947 a 1951;
  2. José Camerindo de Abreu — 1951 a 1955;
  3. Antonio Batista de Carvalho — 1955 a 1959;
  4. José Bezerra Neto — 1959 a 1963;
  5. Antonio Batista de Carvalho — 1963 a 1967;
  6. Joaquim Silva Dantas — 1967 a 1971;
  7. Antenor Dantas de Andrade — 1971 a 1973;
  8. Enock Canário de Araújo — 1973 a 1977;
  9. Juviniano Gomes dos Santos — 1977 a 1983;
  10. José Renato Abreu de Campos — 1983 a 1988;
  11. José Nunes Soares — 1989 a 1992;
  12. José Raimundo Moura da Costa — 1993 a 1996
  13. Atayde José da Silva — 1997 a 2000;
  14. José Renato Abreu de Campos — 2001 a 2004;
  15. Rosângela Lemos Maia de Abreu — 2005 a 2008;
  16. Maria de Fátima Nunes Soares — 2009 - 2016
  17. Luciano Pinheiro Damasceno e Santos - desde 2017
A Câmara de Vereadores de Euclides da Cunha conta com 15 vereadores.
  1. João Batista Pires Reis (Presidente) - (PDT)
  2. José Silva Santos Junior (Vice Presidente) - (PDT)
  3. Flávio de Jesus Dias (1° Secretário) - (PT) 
  4. José Humberto de Jesus (2° Secretário) - (PDT)
  5. Aroldo Rocha de Melo - (PSD)
  6. Simone de Matos Abreu - (PSD)
  7. Genildo Costa de Melo - (PSD)
  8. Valdemir Dias Carneiro - (PSD)
  9. Romilda Lisboa Costa - (PSD)
  10. Idelmario Macedo Lima - (PDT)
  11. João Alves da Silva - (PSL)
  12. Bolivar Francisco Alves- (PDT)
  13. Ireno Barreto Miranda - (PDT)
  14. Rubenilson Silva Campos - (PV)
  15. José Batista dos Reis - (PDT);

Demografia

Segundo o censo brasileiro de 2010, a população de Euclides da Cunha é de 56.289 habitantes. A zona urbana compreende 27.416 pessoas e a zona rural, 28.873. Do total, 28.319 são homens e 27.970, mulheres. 38.102 pessoas são alfabetizadas. A estimativa para o ano de 2012 é de 56.962 habitantes.
  • 1991 — 51.812
  • 1996 — 50.089
  • 2000 — 53.885
  • 2007 — 56.625
  • 2010 — 56.289
O colégio eleitoral euclidense compreende, com base nos dados do TSE relativos ao ano de 2018, 42.685 eleitores.[11]
  • 2010 — 36.564
  • 2012 — 39.301
  • 2014 — 40.632
  • 2016 — 42.040
  • 2018 — 42.685

Religião

Religiosidade em Euclides da Cunha:

Economia

Na agricultura há uma expressiva produção de feijão, milho e mandioca. Na pecuária destacam-se os rebanhos ovinos, suínos, asininos, caprinos e muares. É ainda produtor de galináceos e de mel de abelhas. No setor de bens minerais é produtor de cal e calcário.
O valor da receita do município é de R$ 49.156.861, de acordo com o último censo, e o das despesas é de R$ 44.742.010. O Produto Interno Bruto (PIB), segundo o mesmo censo, é R$ 78.465 para agropecuária, R$ 32.827 para indústria e R$ 202.406 para serviços.
A cidade conta ainda com a exploração mineral do calcário, cal virgem e pedra; conta também com uma fábrica de móveis estofados.

Cultura

A cidade possui expressiva atividade cultural, com artesanato, grupos juninos e sete companhias teatrais, tais como Nativus do Cumbe, Foco, Cia Teatral Saída de Emergência, Farinha Seca, Farrapos, Oxente, Arte Brasileira, Alma de Aprendiz e, provavelmente, algumas de colégios e povoados. Existem artesãs e artesãos que trabalham com barro, piaçava e outros materiais encontrados na própria cidade.
A agricultura também é uma cultura da cidade que é muito praticada pelos trabalhadores rurais nos povoados da cidade como: Pedregulho, Caimbé,Cedro,Baixa do Enxu,Fazenda Baixas,láge,Ferro de engomar e outros.

Educação

O município possui um campus da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus XXII com os cursos de Letras e Engenharia Agronômica (presenciais), uma faculdade privada que leva o nome da cidade: Faculdade Euclides da Cunha- FAEC, a qual possui cursos presenciais de Especializações e de graduação em Pedagogia, Serviço social e Administração de empresas, além de uma unidade do IFBA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia com Ensino Médio Técnico Integrado , Ensino técnico subsequente e Ensino Superior em Informática e Edificações.

Feriados municipais


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Contribuição Livro: Neide de Almeida e Silva - Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros de 1957

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