TJ-BA retoma nesta quarta-feira decisão que pode anular júri que inocentou Kátia Vargas


julgamento que pode anular o júri que inocentou a médica oftalmologista Kátia Vargas vai ser retomado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) nesta quarta-feira (2), após ser adiado por quatro vezes por pedidos de vistas de desembargadores.
Ela é acusada de causar o acidente que levou à morte, em outubro de 2013, os irmãos Emanuel e Emanuelle, de 21 e 23 anos, no bairro de Ondina. Em 2017, a médica foi inocentada pelo júri popular, o que levou os advogados de acusação a entrarem com embargos infringentes pedindo a anulação da decisão. 
A última sessão do TJ-BA foi realizada no dia 4 de setembro, quando os desembargadores Nilson Castelo Branco e Abelardo da Matta pediram vista compartilhada, sendo necessário adiar a votação. A Seção Criminal é formada por 20 desembargadores.
Indenização
O TJ-BA deu desfecho na última sexta-feira (27) à ação cível contra a médica, que foi condenada ao pagamento de R$ 600 mil em indenização por danos morais à família de Emanuel e Emanuelle. A ação foi movida pela mãe das vítimas, Marinúbia Gomes, e pelo pai deles, que morreu em setembro de 2017, Waldemir de Sousa Dias.

"Julgo procedente o pedido, para condenar a parte ré a pagar a cada um dos autores o valor de R$ 300 mil, a título de danos morais, acrescidos de correção monetária pelo INPC, a partir da data do arbitramento, e juros de mora desde o evento danoso, declarando extinto o processo com resolução do mérito”, escreveu o juiz Joanísio de Matos Dantas Junior.
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