Brasil registra 25 mortes e 1546 casos confirmados, diz ministro da Saúde


O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, em coletiva on-line na tarde deste domingo, divulgou novos números com relação aos casos confirmados de coronavírus pelo Brasil. Até o momento, são 25 mortes - um crescimento de 7 óbitos, 39% a mais que o boletim anterior - e 1.546 casos confirmados, 418 a mais que o número divulgado neste sábado (1.128 casos), o que corresponde a um aumento de 37% de aumento se comparado às estatísticas de ontem.

De acordo com o Ministério da Saúde, todos os estados do país já têm casos confirmados - até sábado, Roraima não tinha casos, e agora registra dois. No Norte, são 49 casos, 3,2% do total. No Nordeste, 231 casos, 14,9% do total. No Centro-Oeste, 161 casos, 10,4% do total. No Sul, 179 casos, 11,6% do total. O Sudeste concentra o maior número de casos, 926 ao todo, com 59,9%, e todas as mortes, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Durante a coletiva, o ministro afirmou que os mais de 5 milhões de testes rápidos encomendados pelo governo para os próximos oito dias virão de uma fabricante chinesa, via Vale, e apresentam sensibilidade de 86,43% e especificidade de 99,5%. A expectativa é que a pasta trabalhe com uma escala de 30 a 50 mil exames por dia.

O ministro também relembrou que a campanha de vacinação contra a gripe começa no País nesta segunda-feira, 23, com foco em profissionais de saúde e pessoas acima de 60 anos, como forma de evitar casos graves no futuro.

CLOROQUINA 

Sobre o uso da cloroquina, o ministro afirma que ainda não sabe se ela é eficiente contra a doença. "Já tínhamos pesquisas acontecendo, mas em número reduzido", disse. De acordo com Mandetta, o Brasil tem "condição total" de produzir esse medicamento em grande escala, em instituições como a Fiocruz e o Hospital do Exército, podendo até distribuir para outros países. 

Mas Mandetta ponderou que a medicação tem "possíveis efeitos colaterais intensos, que podem ser muito mais graves e danosos do que uma gripe que quase metade da população não vai pegar". 

FAKE NEWS O ministro criticou as fake news e relatou que neste domingo havia recebido um áudio com sua 'suposta' voz. "Nunca envio áudios. Por favor, não acreditem nesses áudios.  

Ele explicou que a partir de agora é hora de administrar o país como um todo e enfatizou a atitude 'precipitada' de alguns governadoras. "Não adianta fazer nada sem planejamento. Não adianta alguns estados cortarem o transporte público e os profissionais de saúde não conseguir ir trabalhar", comentou.  
 
Mandetta lembrou a vacianção contra o vírus influenza, prevista para começar nesta segunda-feira. "A vacina da gripe não protege contra o coronavírus. O problema é que temos uma série de outros vírus respiratórios, que levam as pessoas aos hospitais e aos óbitos também, especialmetne pessoas que têm doenças associadas e outros comorbidades. Para esses pacientes acima de 60 anos e para profissionais de saúde iniciaremos a campanha. Porque se eu os protejo diminuo a chance de um paciente desse ter um quadro pior diante do coronavírus. Essa organização é municipal, sem tumulto", disse. 
 
DENGUE O secretário da Vigilância da Saúde, Wanderson Oliveira, ressaltou a importância de as famílias prestarem atenção à água acumulada em vasos e pneus dentro de casa. "Já que estamos todos em casa, cuide para que as pessoas não tenham dengue. 
 
O ministro criticou o uso de álcool líquido indiscriminadamente. Segundo ele, muitas pessoas - não encontrado o álcool em gel - acabam levando para casa o líquido. "Se esse produto cai na mão de uma criança, se o álcool é usado em um fogareiro ou algo assim, ou se algúem está fumando perto é um perigo. Não queremos queimadura ou fumaça, porque isso gera hospital, CTI e ventilador. Não usem álcool líquido se não estiver nas mãos de um adulto, guardado em local específico. Não façam disso um arrependimento. "O momento é de cuidar da higiene pessoal, lavem bem as mãos, não exponham as pessoas de idade ou com comorbidades. Agora é trabalhar com inteligência."  (Com informações do Estadão Conteúdo)
 
Veja o quadro abaixo com o número total de casos de coronavírus no Brasil, separado por regiões e estados.



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