Portal Euclidense: Ceará ocupa 100% dos leitos de UTI para coronavírus e fila de espera já chega a 48 pacientes

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quinta-feira, 16 de abril de 2020

Ceará ocupa 100% dos leitos de UTI para coronavírus e fila de espera já chega a 48 pacientes


O Ceará atingiu, nesta quinta-feira (16), 100% da capacidade das Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) específicas para tratamento da Covid-19 na rede pública. Conforme a secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde (Sesa), Magda Almeida, o estado já possui 48 pacientes na fila de espera por uma vaga, até a manhã desta quinta.

O índice de pessoas com o novo coronavírus no estado chegou a 2.386 nesta quinta. O número de pacientes mortos pela doença permanece em 124. Até a noite desta quarta (15), o Ceará tinha 169 pessoas hospitalizadas em UTIs por causa do coronavírus, de acordo com a Sesa. Desse total, 113 estavam em Fortaleza.

Segundo Magda, é o perfil maior gravidade de pacientes com Covid-19 que demanda as estruturas especializadas. Cada paciente fica, em média, de 7 a 14 nesses leitos. “A pressão assistencial, independente dos números, é muito grande sobre os leitos de UTI porque não conseguimos abrir todos os 800 leitos que a gente projetava. Nossos respiradores não foram entregues, e estamos com muitos problemas em relação a isso. Nesse momento, apesar de não estarmos no pico esperado da epidemia, estamos com leitos de UTI em ocupação máxima”, explica Magda.

O cenário é de alerta porque, pelas projeções matemáticas utilizadas pela pasta, a ocupação das UTIs foi atingida uma semana antes do esperado. “Se pegarmos todos esses modelos, nossos números reais estão sempre um pouquinho maiores do que o computador calculou, e isso acaba preocupando a gente”, afirma Magda.

Conforme a secretária executiva, ainda há disponibilidade em leitos de enfermaria. Contudo, seguindo os cálculos, essa capacidade também pode ser esgotada no dia 21 de abril, quando todos os leitos estariam ocupados. “Não significa o pico da epidemia, que pode ser muito depois, mas uma saturação do sistema de saúde antes do pico. É a hora que não tem mais leito para internar”, diz Almeida.

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