Portal Euclidense: *“A democracia é uma coisa linda, mas tem seus custos”, *

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segunda-feira, 25 de maio de 2020

*“A democracia é uma coisa linda, mas tem seus custos”, *


Acredito ser do Ciro Gomes essa fala, caso esteja errado me corrija em silêncio, não tenho interesse em réplicas. Mas porque falamos nisso? Oras, basta olhar a nossa volta, quem são nossos representantes e o que de sólido temos tido em nossas mãos e barrigas nos últimos dias.

Abre, fecha, nem abre nem fecha, deixa mais ou menos aberto e ninguém parece saber o que faz. 
O país é um barco sem capitão (desculpem a falta de sutileza, mas não foi intencional), seria como dizer que somos aqui em Euclides um hospital sem doutor (outra vez, mas não me perdoem, usar “doutor” no caso de Euclides da Cunha é muito intencional).

O que de concreto tem sido mesmo feito? É uma pergunta que talvez algum apaixonado venha com retóricas e falácias legais tentar responder e isso não convencerá nem ao próprio, quem dirá a quem pensa com os neurônios ainda em dias.

Desde os tempos de major Antoninho que somos um povo subservientes aos grandes senhores, donos de gado, donos de terras e donos de títulos (sejam comprados ou herdados).

Euclides é um caso a ser estudado. Aqui tudo pode acontecer e nossa fúria é quase sempre contemplativa. Se há uma denúncia que outros fiscalizem.  Se há cultura, outros que vão, se tem injustiça se resolvam. Poucos de nós nos envolvemos de verdade.

Queremos São João e suas bandas... Pão e circo... Ki suco e bolo.

O Cumbe do Antoninho é pacífico, pacífico até demais. Derrubam nosso mungunzá e damos risadas, esperando sermos um dia agraciados com os mimos de um cargo na prefeitura ou uma pinga no princesinha em época de eleições.

Amigos, o Cumbe começa a correr em direção ao futuro e logo se cansa, logo entrega os pontos e nos contentamos com o pouco que nos sobra esquecendo que nós é que somos donos do banquete.

Não digo que Euclides está abandonada (como no tempo da Rosa), não, não diria isso. Euclides não está abandonada, está sim sendo cuidada como uma galinha dos ovos de ouro. 

Precisamos tomar as rédeas e dessa vez precisamos de fôlego, quem ontem rasgava a garganta gritando a fome de nosso povo hoje participa do banquete e se empanturra em silêncio constrangedor e cúmplice.

Dá pra perceber que muitos aproveitadores começam a chegar, gritando pelas redes sociais por justiça e comida. São caras conhecidas e algumas novas, mas a maioria quer apenas um lugar à mesa.

A realidade do Cumbe ainda me entristece, olho e vejo pouca (quase nenhuma saída). Talvez um nome, um grupo... Talvez alguém esteja pronto a nos guiar. Mas por enquanto estamos sós. 

Não vejo ainda quem pode ocupar aquela cadeira de forma justa e que faça valer nosso voto e nossa força.

Quem já passou vive nos assustando com um passado que (bom que eles saibam) não esquecemos ainda. Quem está no poder torce para que esqueçamos em pouco tempo... 

Quem ocupará esse espaço deixado por nós mesmos?

Seremos euclidenses conscientes se o mito da mala preta for verdade e rondar os povoados na madrugada do dia da eleição?

É... A democracia tem seus custos...

David Souza

A opinião do colunista não reflete a opinião do site.

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