Advogados que defenderam militares da época da ditadura assumem caso de Flávio Bolsonaro


O advogado Frederick Wassef anunciou neste domingo, 21, sua retirada da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o filho mais velho do presidente, após repercussão envolvendo a prisão do chefe de segurança do senador, Fabrício Queiroz. Flávio passará a ser representado pelos defensores Luciana Pires e Rodrigo Rocca nas investigações sobre a “rachadinha”, prática ilegal de devolução de salários de assessores na Assembleia Legislativa do Rio.

A dupla de advogados ficou conhecida pela atuação em defesa de militares acusados por crimes cometidos durante o período de ditadura, processados pelo Grupo de Justiça de Transição do Ministério Público Federal no Rio (MPF) desde 2014. Para o grupo de procuradores, alguns dos crimes cometidos na ditadura configuram crimes contra a humanidade e, por isso, não são passíveis de anistia. Flávio e Queiroz são investigados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelo Ministério Público do Rio.

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