Portal Euclidense: PF cumpre mandado em residência de ex-juiz do TRE-BA

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terça-feira, 29 de setembro de 2020

PF cumpre mandado em residência de ex-juiz do TRE-BA

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira (29) mandado de busca e apreensão em imóvel do ex-juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Wanderley Gomes.
Advogado atuante nas áreas civil, comercial e contratual,  Gomes se despediu da corte no final de 2014.
Ao BNews, o advogado Henrique Tanajura, que representa o ex-magistrado, explicou que o processo referente a ação desta manhã está em sigilo, mas que ele acredita haver relação com uma ação civil pública referente ao município de Casa Nova, Sertão do São Francisco, que está em litígio na Justiça Federal de Juazeiro, sobre ressarcimento de valores ao erário.
"Não foi uma busca e apreensão de documento, ou de condução coercitiva para depoimento. Nada disso. A ação tem natureza de ressarcimento civil", explicou na tarde desta terça. Ele acrescenta que ação ocorreu para verificar o patrimônio do ex-juiz e fazer as restrições de penhora referente ao seu patrimônio.
"Tanto que ele se apresentou às 7h30 desta manhã na justiça federal, recebeu o mandado de busca e apreensão. Foram lá arrolados os bens que ele possui e vai ser registrado junto a carta precatória que está sendo cumprida pela justiça federal aqui de Salvador a pedido da justiça federal de Juazeiro", continuou.
Alegando que ainda não teve acesso ao feito processual, ele enfatizou que não era possível informar com propriedade sobre qual município se trata a ação desta manhã, bem como a extensão dos  valores estimados pela busca e apreensão. Ele ainda aguarda sua habilitação para ter mais informações.
"Doutor Wanderley, independente de ser ex-juiz, ou não, foi um dos advogados precursores das ações de Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, extinto em 2006] no Brasil", contou.
Segundo Tanajura, Wanderley esteve na  vanguarda desse tipo de disputa judicial, e  foi responsável pelo resgate de R$ 700 milhões de créditos em favor de diversos  municípios - alguns destes, de acordo com o defensor, não realizaram o pagamento dos devidos honorários advocatícios.

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