Portal Euclidense: Vice-líder da bancada evangélica admite surpresa com veto de Bolsonaro a dívidas das igrejas: "Tomamos como um susto"

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Vice-líder da bancada evangélica admite surpresa com veto de Bolsonaro a dívidas das igrejas: "Tomamos como um susto"

Vice-líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, o deputado federal baiano Abílio Santana admitiu que foi pego de surpresa com o veto de Jair Bolsonaro ao perdão bilionário das dívidas tributárias das igrejas. "Nós tomamos isso como um susto", declarou o parlamentar ao BNews.

O próprio presidente, contudo, orientou lideranças a derrubarem o veto quando for para votação no Congresso. A sua justificativa é que não poderia ter deixado passar o projeto pois poderia ser enquadrado em crime de responsabilidade fiscal.

Para Abílio, ausente na votação do Projeto de Lei que visa o perdão de R$ 1 bilhão em dívidas de instituições religiosas, o presidente fez uso da "democracia" para evitar desagradar setores da economia. "Ele não joga contra o patrimônio, não faz gol contra", resume o deputado.

Na sua visão, Bolsonaro percebeu que a frente evangélica não concordou com o veto e, por isso, fez a orientação. Abílio acredita que, por vezes, o "líder enxerga o que o liderado não está enxergando", mas não deixa de ser um ser humano como outro, passível de erro.

"O meu voto é junto com a frente parlamentar, graças aos céus que também é do querer do presidente a derrubada do veto, porque eu não voto contra o presidente Jair Bolsonaro, ainda que ache que o intento dele está errado [...] algumas vezes o líder está enxergando o que o liderado não está enxergando. Não é que o líder não erre, o líder é um ser humano e errar é do ser humano", explica o vice-líder da bancada.O PL de autoria do deputado federal David Soares (DEM), filho do pastor evangélico R.R Soares, foi apoiado não somente pela bancada evangélica. Entre os parlamentares baianos, somente os do PT votaram contra a proposta (Jorge Solla, Afonso Florence Joseildo Ramos e Valmir Assunção, além de Bacelar (Podemos).

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