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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

DF: Delegado preso com plantação de maconha planejava montar empresa

A defesa do delegado Marcelo Marinho de Noronha e da família dele alegou que a plantação de maconha encontrada em uma chácara em São Sebastião (DF) era para uso medicinal para depressão. As informações são do Uol.O advogado da família, Cléber Lopes, afirmou ainda que Marcelo pretendia montar uma empresa para vender canabidiol, princípio ativo da maconha. O cultivo da planta é proibido no Brasil, mesmo assim a defesa alega que o delegado teria até modelos de contrato de vendas futuras.


“A polícia descreveu atos completamente rotineiros da família, como o fato de ele ir à chácara duas vezes ao dia. Como maconha é planta, tem que regar de manhã e de tarde. Não tem nenhuma evidência de tráfico, como algum fato externo ou alguém que comprou maconha dele. Não tenho dúvida da absolvição no mérito”, afirmou o advogado ao Uol.


Ainda de acordo com a defesa, a grande quantidade de plantas cultivadas no imóvel se justificaria pela intenção de venda de canabidiol, em caso de liberação da substância pela Anvisa.

“Eles acreditavam que plantando e desenvolvendo, pudessem produzir de maneira comercial quando a Anvisa permitisse. Ele chegou a minutar o contrato da empresa formada no futuro. O cara que é traficante vai fazer contrato de uma empresa de canabidiol?”, alega o advogado.


Conforme a polícia, os agentes apreenderam na sexta-feira (4) 128 pés de maconha no terreno do delegado. A mulher de Marcelo e seus dois filhos também foram presos. A polícia iniciou a investigação há dois meses após uma denúncia anônima. Além da erva, os agentes também encontraram estufas e uma iluminação artificial, usada para ajudar no crescimento das plantas.

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