Portal Euclidense: Conheça a 'doença X', antecipada pela OMS há três anos e que pode gerar nova pandemia

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Conheça a 'doença X', antecipada pela OMS há três anos e que pode gerar nova pandemia

Se essa possibilidade foi antecipada há tanto tempo, por que não nos preparamos para isso?

Em fevereiro de 2018, um grupo de especialistas reunido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma lista de doenças que deveriam ter prioridade em atenção e pesquisas devido à séria ameaça que representavam à saúde pública.

Entre elas, estavam ebola, zika, febre de Lassa, febre de Rift Valley, febre hemorrágica da Crimeia-Congo, doença de nifa e as síndromes respiratórias Sars e Mers. Mas a relação trazia ainda um último item: "doença X".

A OMS alertava assim para a possibilidade de "uma séria epidemia internacional que pode ser causada por um patógeno atualmente desconhecido, capaz de causar doenças em humanos".

Os especialistas disseram que a "doença X" provavelmente resultaria de um patógeno de origem animal que passaria para os seres humanos e se espalharia pelo planeta de maneira rápida e silenciosa, causando altas taxas de mortalidade. Seria a Covid-19 ou algo ainda pior?

Em entrevista à CNN, o microbiologista congolês Jean-Jacques Muyembe Tamfum, que ajudou a descobrir o ebola na década de 1970, falou sobre o tema  "Estamos agora em um mundo onde novos patógenos surgirão. E é isso que constitui uma ameaça à humanidade". Ele também afirmou que uma mulher no Congo tinha todos os sintomas de ebola, mas os exames não detectaram nada. O caso se tornou um mistério e ele teme que a pessoa, que não foi identificada para manter seu anonimato, esteja com a temida 'doença X'.

Preparação

O objetivo da lista da OMS era fazer com que o mundo ficasse em alerta para o surgimento desta doença. Mas, se essa possibilidade foi antecipada há três anos, por que não nos preparamos para isso?

"A inclusão da doença X na lista influenciou empresas na produção de vacinas e tratamentos, com abordagens mais inclusivas e programas para investigar animais e os diferentes vírus e patógenos presentes neles", diz Golding.

"Mas é claro que sempre podemos olhar para trás e dizer que poderíamos ter feito mais para financiar esforços de preparação em todo o mundo, incluindo maneiras de identificar os patógenos que poderiam surgir."

odia.ig.com.br


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