Portal Euclidense: Sem dar detalhes, Bolsonaro diz que, daqui para frente, governador que fechar estado deve bancar auxílio emergencial

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Sem dar detalhes, Bolsonaro diz que, daqui para frente, governador que fechar estado deve bancar auxílio emergencial

Em visita a a Caucaia (CE) nesta sexta (26), presidente fez críticas a governadores que adotam medidas mais restritivas, como implantação de toque de recolher e fechamento total de atividades não essenciais para conter a pandemia de Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse em visita a Caucaia (CE) nesta sexta-feira (26) que, daqui para a frente, os governadores que fecharem seus estados é que devem bancar o auxílio emergencial.

Ele deu a declaração referindo-se àqueles que adotam medidas mais restritivas, como implantação de toque de recolher e fechamento total de atividades não essenciais para conter a pandemia de Covid-19.

"A pandemia nos atrapalhou bastante, mas nós venceremos este mal, pode ter certeza. Agora, o que o povo mais pede, e eu tenho visto em especial no Ceará, é para trabalhar. Essa politicalha do 'fica em casa, a economia a gente vê depois' não deu certo e não vai dar certo. Não podemos dissociar a questão do vírus e do desemprego", afirmou o presidente.

"São dois problemas que devemos tratar de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. E o povo assim o quer. O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui para frente, o governador que fechar seu estado, o governador que destrói emprego, ele é quem deve bancar o auxílio emergencial. Não pode continuar fazendo política e jogar para o colo do Presidente da República essa responsabilidade."

O discurso do presidente em Caucaia foi feito em um momento em que governadores e prefeitos adotam medidas mais rígidas para conter o avanço da Covid-19 em várias partes do País. Nesta quinta-feira (25), o Brasil teve nesta recorde de mortes registradas em um único dia: 1.582. Diversos estados estão sofrendo com falta de leitos de UTI para atender os doentes.

"Esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vão para o meio do povo mesmo depois das eleições”, afirmou o presidente.

A visita ao Ceará ocorreu em um momento no qual o estado enfrenta aumento de casos de coronavírus – por isso, foi alvo de crítica do governador Camilo Santana (PT), que informou que não iria participar do evento. O Ministério Público Federal apontou risco de aglomeração.
 

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