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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Vídeo: Criança é resgatada após ser acorrentada e presa dentro de barril por um mês

Uma criança de 11 anos passou um mês preso dentro de um barril de ferro e teve suas mãos, pés e cintura acorrentados pelo próprio pai em Campinas, interior de São Paulo. O menino foi resgatado e o pai, com outras três pessoas, foram presos. As informações são do G1 e do programa Fantástico.

Vítima se alimentava com casca de banana e fazia necessidades fisiológicas no mesmo barril em que era preso

A polícia tomou conhecimento do caso quando vizinhos denunciaram o caso para a polícia e, no domingo (31), mostraram onde a vítima estava presa: em uma construção com uma janela minúscula.

Além do pai da criança, foram detidos também a namorada dele e a filha da mulher. Eles foram acusados pelo crime de tortura após registro do caso na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

De acordo com a Polícia Militar, o menino era mantido em pé no barril, local onde também fazia suas necessidades fisiológicas. O local era coberto por uma telha e havia uma pia de mármore por cima para impedir a saída dele.

A vítima foi encontrada nua, debilitada e apresentava sinais de desnutrição. Ela era alimentada com casca de banana. Em vídeo gravado pela PM na ocorrênia, é possível ver o menino dizendo que “só queria algo para comer”.

Ainda de acordo com a corporação, os vizinhos perceberam o paradeiro do menino por ele ter deixado de ir para a escola e de brincar com outras crianças do bairro.

No resgate, os policiais utilizaram corta-fios para remover as correntes e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Ouro Verde, onde permanecia internado até domingo, sob tutela da tia paterna.

O pai da criança, um auxiliar de serviços de 31 anos, teria “justificado” os maus-tratos afirmando que o menino “é agitado dentro de casa” e que fez isso para educá-lo. O garoto, de acordo com a PM, ficava impossibilitado de sentar ou agachar e, por isso, apresentava pernas inchadas.

A Polícia Civil considerou que o homem aplicou violência e grave ameaça que provocaram intenso sofrimento físico e mental; enquanto que a namorada dele, uma faxineira de 39 anos, e a filha dela, que atua como vendedora, se omitiram e não interferiram para evitar os resultados.

Caso seja denunciado e condenado, o pai do menino poderá receber pena mínima de 2 a 8 anos. Já a namorada dele e a filha da mulher se responsabilizarão pela omissão e podem receber pena de 1 a 4 anos de detenção. A polícia arbitrou fiança de R$ 5 mil para cada uma delas.




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