Portal Euclidense: Bolsonaro volta a atacar Barroso e diz que sem voto impresso, ministro "terá problemas"

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Bolsonaro volta a atacar Barroso e diz que sem voto impresso, ministro "terá problemas"

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. Em conversa com apoiadores na manhã desta segunda-feira, 5, Bolsonaro disse que não entende a posição do ministro contra o voto impresso auditável, uma de suas bandeiras.

“Não sei o que tem na cabeça dele, ou se ele é refém de alguém para estar nessa campanha, interferindo dentro do parlamento, se reunindo com lideranças e falando seus argumentos contra o voto auditável”, disse Bolsonaro, que completou afirmando que Barroso terá de “inventar uma forma de tornar transparentes as apurações. Senão ele vai ter problemas”.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019 tramita na Cãmara dos Deputados e é de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), apoiadora do presidente Bolsonaro. A proposta que teve parecer favorável do relator Filipe Barros (PSL-PR), no entanto, deve encontrar dificuldades para ser aprovada.

Na última semana, líderes de onze partidos, entre eles, siglas do chamado Centrão se reuniram e decidiram votar contra a aprovação da PEC, mantendo o atual sistema de votação pela urna eletrônica.

Participaram do encontro ACM Neto (DEM), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Ciro Nogueira (PP), Gilberto Kassab (PSD), Luciano Bivar (PSL), Luis Tibé (Avante), Marcos Pereira (Republicanos), Paulo Pereira da Silva (Solidariedade), Roberto Freire (Cidadania) e Valdemar Costa Neto (PL). Os partidos representam ao todo 326 deputados, o equivalente a 63,5% das cadeiras na Câmara.

De acordo com o Congresso em Foco, os líderes dos partidos defendem a confiabilidade do sistema eleitoral e que "mudar as regras do jogo" poderia gerar incertezas no processo.

O ministro Luís Roberto Barroso defende a manutenção do modelo atual. Em entrevistas ele afirmou que a PEC é um "retrocesso" e que "traria risco às eleições". 

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