Portal Euclidense: Obstáculo econômico põe fim a era Messi no Barcelona

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06/08/2021

Obstáculo econômico põe fim a era Messi no Barcelona

A oficialização da saída de Messi do Barcelona explodiu como uma bomba na tarde desta quinta-feira (5) no mundo do futebol. Apesar do desejo entre às partes de continuarem caminhando juntos, clube e jogador tropeçaram em obstáculos econômicos e tiveram que dar fim a uma das maiores eras do principal esporte do mundo. 

Após surgirem informações de que Messi faria sua última temporada com a camisa do Barcelona em 2020/2021, quando se encerrara seu contrato, o craque argentino passou a ser demovido da ideia de deixar o clube que lhe deu tudo e parecia firmar um novo contrato com a agremiação catalã. 

Nos últimos dias, logo após Messi enfim conquistar um título pela Argentina, a imprensa catalã noticiava que clube e jogador haviam chegado a um acordo para a renovação do contrato, e assinaria por cinco anos após aceitar uma boa redução salarial.

Um dos principais jornais da Catalunha, o "Sport" apontou para um "princípio de acordo", no qual Messi teria aceitado uma redução de 50% dos vencimentos de seu último vínculo, depois de ver como positiva a permanência no Camp Nou, adiando possíveis novos projetos.

Como grande ídolo, Messi aceitou reduzir seu robusto salário pela metade por conta dos problemas financeiros enfrentados pelo Barça. Em seu último contrato, vigente entre 2017 e junho de 2021, Messi recebeu cerca de 555,2 milhões de euros (R$ 3,4 bilhões na cotação atual) no período, segundo informações do jornal "El Mundo", de Madri. 

Ainda de acordo com a publicação, estava previsto Messi ganhar até 138 milhões de euros brutos por ano, entre valores fixos e variáveis. Já o valor líquido recebido pelo argentino pode ter chegado a 74,9 milhões de euros. O contrato previu o pagamento de 115,2 milhões de euros apenas por Messi ter aceitado a renovação e mais 77,9 milhões de euros pelo que o jornal afirmou ser conceito de “fidelidade”.

Já as variáveis são muitas, como prêmios por jogar 60% das partidas da temporada, classificação à Champions, vaga nas oitavas, quartas, semi e final da competição europeia, além de ser eleito melhor do mundo pela Fifa. Há, claro, bonificações em caso de títulos, com valores distintos para cada torneio. Ganhar a Liga dos Campeões rende a Messi, pelo atual contrato, mais 4,1 milhões de euros.

GRAVE CRISE
Apesar da boa ação de Lionel Messi em reduzir seu salário pela metade, ainda assim não foi possível o Barcelona manter o seu capitão e camisa 10. Isso porquê o clube enfrenta uma crise. O presidente Joan Laporta assumiu o comando em março deste ano com a dívida bruta do clube em quase 1,2 bilhão de euros (R$ 7,4 bilhões). 

Para tentar diminuir essa dívida, o Barcelona também tem trabalhado na venda de jogadores e na redução da folha salarial. Além disso, conseguiu renegociar parte do débito de curto prazo. Segundo à ESPN, Da dívida bruta de 1,173 bilhão de euros, 265 milhões de euros eram relacionados a bancos antes de 30 de junho, de acordo com as últimas contas do clube. 

Buscando manter Messi, conseguiu vender jogadores como Junior Firpo, Todibo, Aleñá, Matheus Fernandes e Trincão. Porém, ainda precisava reduzir sua folha salarial, que foi o grande motivo para emperrar a continuação do craque. 

A redução dessa folha se dá a necessidade de não ultrapassar o limite imposto pela LaLiga (liga que organiza o Campeonato Espanhol). Manter atletas com altos vencimentos no elenco significa impossibilitar novas inscrições.

O cálculo desse limite funciona da seguinte forma: o faturamento total menos os gastos do clube que não envolvem o time profissional de futebol. Ele é atualizado a cada seis meses e basicamente serve para que as equipes não gastem mais do que podem com seus elencos. Graças a dívida, o Barça viu esse limite baixar quase em 50%. 

Com a atual situação, o presidente da LaLiga, Javier Tebas, deixou claro que o clube necessitava negociar jogadores para inscrever seus novos contratos para a próxima temporada. Segundo à imprensa espanhola, a folha salarial da última temporada girava em torno de 360 milhões de euros (R$ 2,2 bilhões). Mesmo com a redução de Messi, ainda restava muito para evitar que o clube não tivesse problemas futuros. 

Sufocado pelas dívidas e com receio de se enganchar ainda mais no futuro, caso ultrapasse o limite imposto pela La Liga, o Barcelona se viu de mãos atadas e teve que realizar o divórcio mais triste da sua história. Messi deixa o clube após 17 temporadas, com 672 gols marcados em 778 jogos, 35 títulos e 6 vezes melhor jogador do mundo. 

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